Os espelhos de Lori Lamby: considerações a respeito da presença da metáfora especular (mise en abyme) na obra O caderno rosa de Lori Lamby
Resumo
A narratologia carece de um consenso entre seus teóricos quanto à definição e categorização da mise en abyme. Tentando apontar um caminho comum, Mieke Bal (1994) propõe uma abordagem semiótica do fenômeno partindo dos postulados presentes num profundo estudo realizado por Lucien Dällenbach, publicado em 1978. Este trabalho objetiva uma discussão de algumas das idéias de Bal através da análise desse tipo de estrutura na narrativa de O caderno rosa de Lori Lamby, de Hilda Hilst.Referências
BAL, Mieke. 1994. Reflections on reflection: the mise en abyme. In: On meaning-making: essays in semiotics. Sonoma, CA: Polebridge Press,
pp.45-58.
COHN, Dorrit. 2003. Metalepse et mise en abyme. Disponível em:
http://www.vox-poetica.org/t/metalepse.htm Acesso em 24/05/2005.
DÄLLENBACH, Lucien. 1979. Intertexto e autotexto. Poétique —
revista de teoria e análise literária, n° 27. Coimbra: Almedina.
Dictionnaire International des Termes Littéraires. Disponível em:
http://www.jcbourdais.net/journal/lire_mise%20en%20abyme.html
Acesso em 24/05/2005.
FERREIRA, Ermelinda Maria Araújo. 1990. Limite e excesso: as duas
geometrias de Avalovara. Dissertação de mestrado (Teoria da Literatura). UFPE, Recife.
GENETTE, Gérard. 1972. Figures III. Paris: Seuil.
______. 1979. Discurso da narrativa. Trad. Fernando Cabral Martins.
Lisboa: Arcádia.
HILST, Hilda. 2005. O Caderno rosa de Lori Lamby. 2ª. ed. São Paulo: Globo.
MEYER-MINNEMANN, Klaus e Schlickers, Sabine. 2004. La mise en
abyme en narratologie. Disponível em: http://www.voxpoetica.org/t/menabyme.html. Acesso em 24/01/2005.
REIS, Carlos; LOPES, Ana Cristina M. 1988. Dicionário de teoria da
narrativa. São Paulo: Ática.
SILVA, Vítor Manuel de Aguiar e. 1994. Teoria da literatura. Coimbra: Almedina.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Desde 2013, os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à Revista Investigações o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). A Revista Investigações permanece com os direitos autorais das obras publicadas até 2012 e concede a licença (CC BY 4.0) a esse conteúdo, a fim de garantir o Acesso Aberto.
A licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.