Desvelando identidades: realismo e subjetividade em Rio-Paris-Rio, de Luciana Hidalgo

Ricardo Araújo Barberena, Ana Carolina Schmidt Ferrão

Resumo


Resumo: O realismo tem impregnado a literatura brasileira por muito tempo, assumindo, inclusive, um caráter ideológico. Ele permanece na prosa contemporânea, ainda que apresentando novas faces.  Em Rio-Paris-Rio (2016), há uma forte perseguição identitária, tanto individual quanto coletiva, impulsionada e fundamentada na memória, retomando não apenas a trajetória política do país como também as lembranças pessoais das personagens. Nesse sentido, o realismo e a subjetividade tornam-se aliados na elaboração dos acontecimentos históricos e dos sujeitos envolvidos. Silêncio e segredo são transcendidos pela força da herança, da inescapável memória que contamina a todos.

Palavras-chave: Realismo. Identidade. Memória. Subjetividade.


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Referências


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Revista Investigações - Linguística e Teoria Literária. Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco.

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