Uma leitura de O senhor das moscas, de William Golding, à luz da teoria contratualista
DOI:
https://doi.org/10.51359/2175-294x.2023.257942Palavras-chave:
William Golding, O senhor das moscas, estado de natureza, contratualismoResumo
Este artigo apresenta uma leitura de O senhor das moscas, de William Golding, que visa refletir sobre a construção da ordem social e sobre a oposição entre civilização e barbárie. Para isso, percorremos duas correntes filosóficas que buscam explicar a gênese e os mecanismos que regem o convívio social: o Naturalismo e o Contratualismo. Esse referencial teórico traz alguns conceitos pertinentes a este trabalho, como o de “estado de natureza” e de “contrato social”. A partir disso, defendemos que o romance apresenta uma narrativa alegórica e refaz simbolicamente eventos fundamentais da história da humanidade.
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