Memória negra
catolicismo, colônia e coração duplo em Ndongo-Bidyogo
DOI:
https://doi.org/10.51359/2175-294x.2026.266891Palavras-chave:
Ndongo-Bidyogo, ferida colonial, Guiné Equatorial, memóriaResumo
Este artigo argumenta que Donato Ndongo-Bidyogo utiliza a memória literária para revisitar o passado colonial espanhol, frequentemente ignorado durante o auge dos romances sobre Guerra Civil e ditadura. Ao centralizar a memória da Guiné Equatorial, espaço historicamente marginalizado, o autor expõe vazios afetivos e territoriais que sustentam a amnésia colonial pós-franquista. Enfrentar essa história esquecida torna-se fundamental para combater o fascismo contemporâneo. Baseando-se no conceito de “ferida colonial”, o capítulo defende o estudo intelectual da literatura equato-guineense, rejeitando abordagens vitimistas, para desafiar narrativas dominantes e integrar o colonialismo à memória histórica e cultural espanhola nos debates políticos e acadêmicos atuais.
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