Arquivos virtuais e a dinâmica capitalista em redes sociais
tendências contemporâneas no funcionamento discursivo-digital
DOI:
https://doi.org/10.51359/2175-294x.2026.267939Palavras-chave:
redes sociais, discurso digital, Youtube shorts, reelsResumo
O funcionamento de sequências discursivas, através de arquivos temporários e/ou de curta duração em redes sociais virtualizadas por tecnologias digitais reproduzidas a partir da lógica binária-algorítmica de encurtamento do espaço-tempo, merece atenção para pensarmos a forma-sujeito constituída em redes digitais. Assim, através de pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso materialista, este trabalho busca analisar práticas discursivas integradas à dinâmica de encurtamento do espaço-tempo e de fetichização de (re)produções como produtos amplamente compartilhados e/ou consumidos em contextos digitais/sociais/virtuais. O corpus discursivo decorre de um objeto pautado na descrição de recursos para a reprodução de vídeos curtos.
Referências
CAMPOS, A. Q.; WOLF, B. O Conceito de Tendência na Moda: significado, histórico, conotação. Modapalavra e-periódico, Florianópolis, v. 11, n. 22, p. 011–48, 2018. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/modapalavra/article/view/11754. Acesso em: 23 nov. 2023.
COURTINE, J-J. Análise do discurso político: o discurso comunista endereçado aos cristãos. São Carlos/SP: EdUFSCar, 2014.
DIAS, C. A análise do discurso digital: um campo de questões. Redisco, 10 (2), 8-20, 2016. Disponível em: http://revistas.ufcg.edu.br/ch/index.php/RLR/article/view/1283. Acesso em: 23 nov. 2024.
DOMINGOS, P. O Algoritmo Mestre: como a busca pelo algoritmo de machine learning definitivo recriará nosso mundo. São Paulo: Novatec, 2017.
ECO, U. Apocalípticos e integrados. 7. ed. São Paulo: Perspectiva, 2015.
FISHER, M. Realismo capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo? Cotia/SP: Autonomia Literária, 2020.
GESSINGER, H. No meio de tudo, você. Compositor. Intérprete: Engenheiros do Hawaii. Universal Music Group, 2001. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/engenheiros-do-hawaii/no-meio-de-tudo-voce.html. Acesso em: 22 nov. 2024.
GRIGOLETTO, E. O discurso de divulgação científica: um espaço discursivo intervalar. [Tese de doutorado]. UFRGS, Instituto de Letras, 2005. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/5322. Acesso em: 20 set. 2023.
GRIGOLETTO, E; GALLI, F. C. S. O funcionamento discursivo das hashtags: processo de (des)identificação ou aderência?. In: GRIGOLETTO, E; NARDI, F S.; SILVA SOBRINHO, H. F. (Org.). Ousar se revoltar: Michel Pêcheux e a análise do discurso no Brasil. Campinas/SP: Pontes Editores, 2021. p. 235-252.
GUILHAUMOU, J.; MALDIDIER, D. Da enunciação ao acontecimento discursivo em Análise do Discurso. In.: GUILHAUMOU, J.; MALDIDIER, D.; ROBIN, R. (Org.). Discurso e Arquivo: experimentações em Análise do Discurso. Campinas/SP: Ed da Unicamp, 2016. p. 225-233.
HUXLEY, A. Admirável Mundo Novo. 21. ed. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2001.
INDURSKY, F. A memória na cena do discurso. In: Indursky, F.; MITTMANN, S; FERREIRA, M. C. L. (Org.). Memória e história na/da análise do discurso. São Paulo: Mercado de Letras, 2011.
JAMESON, F. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. Tradução de Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1997.
LACAN, J. O Seminário, livro 20: Mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.
LUKÁCS, G. Para uma ontologia do ser social II. São Paulo, Boitempo, 2013.
MARTINO, L. M. S. Teoria das mídias digitais: linguagens, ambientes e redes. Petrópolis/RJ: Vozes, 2014.
ORLANDI, E. P. A Língua Brasileira. In: ORLANDI, E. P. Língua e conhecimento linguístico: por uma história das ideias no Brasil. São Paulo: Cortez, 2007a. p. 19-32.
ORLANDI, E. P. Interpretação: autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. 5. ed. Campinas/SP: Pontes Editores, 2007b.
ORLANDI, E. P. Recortar ou segmentar? In: Linguística: Questões e Controvérsias. Série. Faculdades Integradas de Uberaba, 1984. p. 09-26.
PAVEAU, M-A. L’ecriture numérique. Standartisation, delinearization, augmentation. Fragmentum, 1 (48), 105-127. Santa Maria, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/fragmentum/article/view/23296. Acesso em: 23 nov. 2023.
PÊCHEUX, M. Análise Automática do Discurso (AAD-69). In: GADET, F. HAK, T. (Org.). Por uma Análise Automática do Discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. 3. ed. Campinas/SP: Editora da Unicamp, 1997. p. 74-79.
PÊCHEUX, M. Especificidade de uma disciplina de interpretação (A análise de discurso na França). In: ORLANDI, E. P. Análise de Discurso: Michel Pêcheux – textos escolhidos por E. P. Orlandi. Campinas/SP: Pontes, 2014. p. 227-230.
PÊCHEUX, M. Ler o arquivo hoje. In: ORLANDI, E. P. (Org.). Gestos de Leitura: da História no discurso. Campinas/SP: Ed. da Unicamp, 1997. p. 55- 67.
PÊCHEUX, M. O Discurso: estrutura ou acontecimento. Tradução por Eni Puccinelli Orlandi. 3. ed. Campinas/SP: Pontes, 2002.
PÊCHEUX, M. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Tradução Eni Pulcinelli Orlandi et al. 2. ed. Campinas/SP: Editora da UNICAMP, 1995.
RIBEIRO, C.; ERICSON, S. “Pais de maricas”: negacionismo binário no discurso bolsonarista sobre a covid-19. Revista do GELNE, v. 24, n. 2, p. 128-138, 2022.
SEMRUSH. As 28 maiores redes sociais do mundo. Semrush Blog, 29 nov. 2022. Disponível em: https://pt.semrush.com/blog/maiores-redes-sociais/. Acesso em: 29 nov. 2022.
SILVEIRA, S. A. A noção de modulação e os sistemas algorítmicos. In: SOUZA, J.; AVELINO, R.; SILVEIRA, S. A. (Org.). A sociedade de controle: manipulação e modulação nas redes digitais. São Paulo: Hedra, 2018. p. 31-46.
ZUBOFF, S. Big other: capitalismo de vigilância e perspectivas para uma civilização de informação. In: BRUNO, F. et al. Tecnologias da vigilância: perspectivas da margem. São Paulo: Boitempo, 2018. p. 17-68.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Desde 2013, os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à Revista Investigações o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). A Revista Investigações permanece com os direitos autorais das obras publicadas até 2012 e concede a licença (CC BY 4.0) a esse conteúdo, a fim de garantir o Acesso Aberto.
A licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.