A reificação do homem em Vidas Secas e S. Bernardo, de Graciliano Ramos

uma leitura lukacsiana

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2175-294x.2026.268634

Palavras-chave:

Graciliano Ramos, Vidas Secas, reificação, alienação, Lukács

Resumo

O artigo analisa Vidas Secas (1938) e S. Bernardo (1934), de Graciliano Ramos, à luz de György Lukács, por meio de um estudo comparativo de natureza estético-sociológica. Examina como a experiência da opressão rural é convertida em forma estética, articulando a relação entre homem e terra como eixo de poder e sobrevivência. Com base em Lukács, Candido, Goldmann e Schwarz, demonstra-se que secura, silêncio e fragmentação figuram a coisificação do homem e a função crítica da arte, evidenciando a alienação e a desigualdade no Brasil agrário.

Biografia do Autor

Wanderson de Freitas dos Santos , Universidade Federal de Santa Catarina

Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorando em Literatura pela UFSC. Graduado em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Mestre em Letras pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). E-mail: freitaswanderson93@gmail.com.

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Publicado

08-04-2026

Como Citar

Santos , W. de F. dos. (2026). A reificação do homem em Vidas Secas e S. Bernardo, de Graciliano Ramos: uma leitura lukacsiana. Revista Investigações, 39(1). https://doi.org/10.51359/2175-294x.2026.268634

Edição

Seção

Artigo - Literatura (seção livre)