Revisão de literatura sobre a saúde de psicólogas/os trabalhadoras/es de serviços públicos de saúde
DOI:
https://doi.org/10.51359/3086-0946.2025.267685Palavras-chave:
saúde do trabalhador, psicologia, saúde mental, serviços públicos de saúdeResumo
Profissionais de psicologia escutam a dor do outro, mas também são sujeitos que sofrem. Partindo da minha experiência enquanto psicóloga trabalhadora do SUS, e do quanto isto envolve sofrimento e desgastes, o meu objetivo neste artigo é fazer uma revisão de literatura sobre a saúde de psicólogas/os em serviços públicos de saúde. O aporte teórico desta pesquisa ancora-se nas epistemologias feministas decoloniais e na compreensão de que o trabalho da/o psicóloga/o está inserido numa matriz colonial do poder, do ser e do saber (Quijano, 2005). Os resultados indicam que as condições e relações de trabalho de psicólogas/os trabalhadoras/es em serviços públicos de saúde agridem à saúde de tais profissionais, gerando sofrimentos ou adoecimento concreto. Informações sobre questões interseccionais das/os psicólogas/os tais como gênero, classe, raça e sexualidade revelam o modo como a colonialidade está presente na ciência e, neste caso, na produção científica sobre a saúde de profissionais de psicologia. Desenvolver trabalhos e projetos que pensem sobre a saúde da/o trabalhadora/o psicóloga/o no SUS e as formas de enfrentamento a contextos adoecedores, podem contribuir para a melhoria da assistência aos usuários, melhoria da qualidade de vida dos coletivos de trabalhadores/as, onde se inclui a/o psicóloga/o, assim como na melhor operacionalidade do Sistema Único de Saúde.
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