Manipulações Post-Mortem do corpo humano: Implicações Arqueológicas e Antropológicas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2448-2331.2021.250745

Palavras-chave:

Etnoarqueologia, Processo funerário em múltiplas etapas, Métodos arqueológicos

Resumo

Este trabalho é uma exploração das diferentes estratégias desenvolvidas pelas pessoas para responder ao problema do luto através das ações realizadas no cadáver. A manipulação post-mortem dos corpos regularmente fornece ao arqueólogo "sepulturas secundárias" e ossos "perturbados". Estas duas categorias são referidas com o termo genérico de “ossos na posição secundária” para expressar que os ossos não estão mais conectados e que a posição original do corpo não é mais legível. Estes depósitos são frequentemente subavaliados pelos arqueólogos porque são pouco compreendidos. Tais vestígios implicam uma gestão complexa e planejada do processo fúnebre e gestos / práticas / cerimônias em vários episódios. Eles são, portanto, valiosos para a compreensão de fenômenos sociais e crenças antigas. Esta tese propõe um esclarecimento dos conceitos relativos aos “ossos na posição secundária”, bem como um aprimoramento da metodologia relacionada a esses depósitos específicos.

Referências

BOULESTIN, B. & DUDAY, H. 2005. “Ethnologie et archéologie de la mort : de l’illusion des références à l’emploi d’un vocabulaire”. In C. Mordant & G. Depierre (dir.). Les pratiques funéraires à l’âge du Bronze en France, actes de la table ronde de Sens-enBourgogne, (Yonne), Paris, CTHS, (Documents préhistoriques, 19); Sens-en-Bourgogne, société archéologique de Sens, 17-35.

DUDAY, H. 2009. The Archaeology of the Dead: Lectures in Archaeothanatology. Oxford: Oxbow Books.

DUDAY, H.; COURTAUD P.; CRUBEZY E., SELLIER P. & TILLIER A.-M. 1990. “L’Anthropologie « de terrain »: reconnaissance et interprétation des gestes funéraires”. Bulletins et Mémoires de la Société d’anthropologie de Paris vol. 2(3), 29-49.

DUDAY H. & SELLIER P., 1990. “L’archéologie des gestes funéraires et la taphonomie.” Les Nouvelles de l’Archéologie 40, 12-14.

DUDAY H. & GUILLON M., 2006. “Understanding the circumstances of decomposition when the body is skeletonized” In A. Schmitt, E. Cunha & J. Pinheuri (Dirs.). Forensic Anthropology and Medecine : Complementary Sciences From Recovery to Cause of Death. Totowa NJ: Humana Press Inc, 117-157.

GODELIER, M. (dir.) 2014. La mort et ses au-delà[s]. Paris: CNRS.

GUIART, J. 1979. Les hommes et la mort. Rituels funéraires à travers le monde. Paris: Le Sycomore, Objets et Mondes, la revue du Musée de l'Homme.

KERNER, J. 2014. “Segregation of Mortuary Spaces within the Context of Multiple-Steps Funerals: an Ethnoarchaeological Approach Applied to Neolithic Pouilly (France)”. Archaeological Review of Cambridge vol. 30(1), 134-142.

KERNER, J. 2018. Manipulations post-mortem du corps humains : implications archéologiques et anthropologiques. Leiden: SideStone Press.

KERNER, J.; BOEDA, E.; CLEMENTE CONTE, I. J., 2019. Toca do Pedrinho: um excepcional local de tratamento mortuário na serra da capivara, Nordeste do Brasil, (PI). Relatório de escavação.

LECLERC, J. 1990. “La notion de sépulture”. Bulletins et Mémoires de la Société d’anthropologie de Paris vol. 2 (3), 13-18.

PARKER PEARSON, M. 1999. The Archaeology of Death and Burial. Stroud: Sutton.

PROUS, A. 1992. Arquéologia Brasileira. Brasília: Editora Universidade de Brasília.

TESTART, A. 2006. “Comment concevoir une collaboration entre anthropologie sociale et archéologie ? À quel prix ? Et pourquoi ?”. Bulletin de la Société préhistorique française vol. 103 (2), 385-395.

WHAL, J. 2008. “Investigations on Pre-roman and roman cremation remains from Southwestern Germany : results, Potentiality and Limits” In C. W. Schmidt & S. A. Symes (Eds.). The Analysis of Burned Human Remains. London: Academic Press, 145-161.

Downloads

Publicado

2021-06-10

Edição

Seção

Artigo