ANÁLISE DOS DEPÓSITOS DE LATERITAS NIQUELÍFERAS DO BRASIL A PARTIR DO CONCEITO DE SISTEMAS MINERAIS HOLÍSTICOS

Igor henrique Fernandes Silva, Flavia Cristina Silveira Braga

Resumo


O conceito de sistema mineral, o qual interpreta os depósitos minerais relacionando-os à dinâmica terrestre, atualmente é utilizado para interpretação da gênese dos depósitos de maneira holística, sendo importante ferramenta para a pesquisa mineral. Nesse sentido, o presente trabalho faz uma interpretação do níquel laterítico segundo preceitos dos sistemas minerais, e aponta áreas potenciais para novas pesquisas no Brasil. Uma das principais fontes de níquel provém de minerais formados por alterações superficiais de rochas ultramáficas submetidas à climas tropicais e à relativa estabilidade tectônica, existindo, no território brasileiro, diversas regiões potenciais. Os melhores protólitos que se tem registro no Brasil são complexos ultramáficos-máficos estratiformes. Entretanto, os complexos ofiolíticos associados às faixas móveis pré-cambrianas, correspondem a um importante ambiente geotectônico que pode hospedar depósitos. Praticamente todos os protólitos brasileiros estão serpentinizados, processo que de certa forma auxiliou na precipicitação e acumulação de níquel dissolvido em ambiente supergênico. Quanto à geomorfologia, o processo está intimamente relacionado com as superfícies de aplainamento. Na maioria das lateritas niquelíferas brasileiras, as condições paleobioclimáticas submeteram os silicatos primários portadores de níquel das rochas ultramáficas, exumadas pelas superfícies de aplainamento, ao intemperismo químico, ou seja, à hidrólise, forçando a precipitação da Ni-goethita (nível oxidado) e posteriormente à dissolução, reprecipitação e formação das ‘garnieritas’ (nível silicatado).

Palavras-chave


sistema mineral, níquel; lateritização; intemperismo; rochas ultramáficas

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Referências


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