Água subterrânea no planeta água
Palavras-chave:
sistemas aqüíferos, potencialidades, reservas, disponibilidadesResumo
Trabalhos, artigos e livros, publicados ou editados no Brasil e no exterior, têm considerado as águas subterrâneas como recursos hídricos muito mais bundantes que as águas superficiais que circulam na rede hidrográfica mundial. O presente trabalho pretende mostrar que esta é uma visão equivocada sobre a quantificação que se faz sobre a potencialidade e a disponibilidade de água subterrânea. Conquanto exista um grande volume estocado, da ordem de 8,34 x 106 Km3 , nos diversos aqüíferos existentes no planeta, ele não pode ser, em princípio, convertido em disponibilidades, mesmo que em percentual mínimo, sob pena de provocar desastres geotécnicos e ambientais. Isto tem ocorrido em vários sistemas aqüíferos mundiais. No Brasil, o subsistema Guarani e o sistema São Francisco são exemplos, entre outros, de avaliações indevidas de suas disponibilidades, induzindo suas reservas à exploração. Na realidade, as disponibilidades ou recursos explotáveis devem ser quantificados em função do potencial de água subterrânea, que é aquele que participa do ciclo hidrológico sob a forma de recarga, escoamento e descarga anuais médias, de longo período. Estas ascendem a cerca de 14.000 Km3/ano, dos quais 13.000 Km 3/ano são descarregados na rede hidrográfica mundial, compondo com os 23.000 Km3 /ano das águas superficiais, os 36.000 Km3 /ano o escoamento fluvial desta rede. O 1.000 Km3 /ano restante têm como exutórios diretos e finais, os oceanos.
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