ENTRE MODELOS E FIGURAS: O PROBLEMA DA TRANSIÇÃO NAS EMPRESAS ASSUMIDAS POR TRABALHADORES

Fabio Bittencourt Meira

Resumo


 

O artigo trata do problema da transição nas Empresas Assumidas por Trabalhadores (EAT) ou empresas "recuperadas". Definido como percurso da gestão tradicional capitalista à gestão coletiva e democrática, o problema é enfrentado sob o prisma teórico a partir de três modelos construídos em meio ao debate sobre "organizações alternativas", em vigor nos anos 70-80. A partir dos modelos, constrói-se três figuras da transição propondo-lhes como abertura analítica para compreender o problema da transição heterogestão-autogestão. A análise permite tipificar as EAT como organizações em transição e desenhar a trajetória pela qual a transição se manifesta como problema. As três figuras definem etapas de transição de um processo aberto. Conclui-se que a autogestão é bem representada pelo conceito de práxis, o que significa que tem o sentido de permanente renovação e criação de práticas e processos. Pensar as organizações em transição é representá-las como um „estado‟, mais do que como uma „forma‟ acabada. O fenômeno organizacional das EAT tem referência, portanto, numa práxis autogestionária. O artigo conclui propondo a validade do conceito de organização em transição para análise dos empreendimentos da economia solidária (EES), já que eles podem ser entendidos como organizações em construção permanente.

Palavras-chave:   Organização. Transição. Empresas recuperadas. Autogestão. Economia

solidária.


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