Transporte público gratuito ou tarifa zero em Monte Carmelo/MG?
DOI:
https://doi.org/10.51359/2177-1243.2021.244192Parole chiave:
Passe livre, Emenda Constitucional nº 90, Transporte como direito social.Abstract
Este estudo foi desenvolvido a partir dos conceitos ligados à mobilidade urbana e ao transporte coletivo, tendo em vista as manifestações ocorridas em 2013 contra o aumento das tarifas, qualidade do transporte público e sua gratuidade, como consequência desses protestos, foi aprovada pela Emenda Constitucional nº 90 em 2015, a inserção do transporte na Constituição Federal, no seu artigo 6º, como novo direito social. Discussões que vieram à tona, já que o transporte coletivo é direito de todos e a responsabilidade é dos municípios. Com o objetivo de aprender e compreender os melhores instrumentos para o desenvolvimento das políticas públicas tornou-se relevante descrever e analisar como foi o processo de implantação do transporte público gratuito no município de Monte Carmelo, MG, que foi pioneira no país. Para tanto, adotou-se o modelo do ciclo de políticas públicas de Jann e Wegrich (2007). A metodologia utilizada na pesquisa foi estudo de caso. Pelos resultados, conclui-se que não se pode generalizar uma política pública. Cada cidade tem suas características, necessidades e condições econômicas. Monte Carmelo no período da implantação desse sistema de transporte, possuía um polo industrial cerâmico que gerava impostos, sendo, assim, possível a prefeitura arcar com esse ônus.
Riferimenti bibliografici
AFONSO DA SILVA, J. Curso de Direito Constitucional Positivo. 32. ed. São Paulo: Malheiros, 2009.
ARAÚJO, M. R. M. et al. Transporte público coletivo: discutindo acessibilidade, mobilidade e qualidade de vida. Psicologia e Sociedade, v. 23, p. 574-582, 2011.
ASSOCIAÇÃO DOS CERAMISTAS DE MONTE CARMELO - ACEMC. Parque Cerâmico de Monte Carmelo. Monte Carmelo, 2000.
AUGUSTIN, A. C.. Evolução da tarifa de ônibus e do custo do Evolução da tarifa de ônibus e do custo do transporte individual em Porto Alegre. Indic. Econ. FEE, Porto Alegre, v. 44, n. 1, p. 107-120, 2016.
BALBIM, R.; KRAUSE, C.; LINKE, C. C. Cidade e movimento : mobilidades e interações no desenvolvimento urbano. Brasília : Ipea : ITDP, 2016. 326 p.
BARDACH, E. The Implementation Game: what happens after a bill becomes a law. 2. ed. Cambridge: Mit. Press, 1977.
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; 70. Ed., LDA, 1977.
BARTIK, T. J.; BINGHAM, R. D. Can economic development programs be evaluated? W. E. Upjohn Institute for Employment Research, 1995. (Staff Working Papers, n. 95-29).
BIERNACKI, P.; WALDORF, D. Snowball Sampling: Problems and techniques of Chain Referral Sampling. Sociological Methods & Research, vol. n. 2, p. 141-163, nov. 1981.
BOGDAN, R.; BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto, 1994. 336 p.
BRASIL. Senado Federal. Constituição da Republica Federativa do Brasil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1988.
BRASIL. Ministério das Cidades. Guia PlanMob: caderno de referência para elaboração de Plano de Mobilidade Urbana. Brasília, DF, 2007.
BRASIL. Planalto. Lei nº 7.418, de 16 de dezembro de 1985. Institui o vale-transporte e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1985.
BRASIL. Ministério da Casa Civil. Lei no. 12.587 de 3 de janeiro de 2012. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2012.
BRASIL. Ministério das Cidades. Gestão Integrada da Mobilidade Urbana (Curso). Brasília: 2006.
CARVALHO et al. Tarifação e financiamento do transporte público urbano. Ipea. Nota Técnica n. 2, Brasília, julho de 2013.
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
COBB, R. W.; ELDER, C. D. Participation in American politics: the dynamics of agenda-building. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1983.
COLLIS, J.; HUSSEY, R. Pesquisa em administração: um guia prático para alunos de graduação e pós-graduação. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.
Dhakal, R. P. Analysis of the implementation challenges of health sector decentralization policy in Nepal. 2009. 249 f.. Dissertação (Doutorado em Filosofia da Saúde Pública) – Chulalongkorn University: Bangcoc, 2009.
FARIA, J. E. Os desafios do Judiciário. Revista USP. São Paulo, n. 21, p. 47-57: Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) – USP, 1994.
FELTRAN, F. R. A Lei de Mobilidade Urbana como Instrumento de Efetivação do Direito à Cidade e à Inclusão Social. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XIX, n. 147, abr 2016.
GONTIJO, C. C. A Indústria Cerâmica Vermelha em Monte Carmelo – MG e o arranjo produtivo local: uma alavanca para o desenvolvimento do setor. 2007. Monografia (Graduação em Administração). Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Fundação Carmelitana Mário Palmério. Monte Carmelo, 2007.
GREGORI, L. Tarifa zero em transporte é possível no Brasil. EBC Agência Brasil. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-01/tarifa-zero-e-possivel-no-brasil-diz-engenheiro-autor-da-proposta. Acesso em: 20 fev. 2017.
INSTITUO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. A Nova Lei de Diretrizes Nacional da Mobilidade Urbana. Ipea. Comunicado 128, 2012. 18 p.
INSTITUTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE TRANSPORTE E DESENVOLVIMENTO Vida e Morte de Rodovias Urbanas. ITDP. Abril 2013.
JANN, W.; WEGRICH, K.. The teories of the policy cycle. In: FISHER, Frank; MILLER, G. J.; SIDNEY, M.. S. Handbook of policy analysis: theory, and methods. Boca Raton; Londres; Nova York: CRC Press, 2007.
MARIANO, C. A. M.; História, Trabalho e Educação: um estudo sobre formação/qualificação dos trabalhadores da indústria de cerâmica em Monte Carmelo – MG. 2010. 281 f. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Uberlândia. 2010.
MATIAS-PEREIRA, J. Manual de Gestão Pública Contemporânea. Atlas. 1. Ed., 2007.
MELLO, C. A. B. Curso de direito administrativo. 27. ed. rev. e atual. São Paulo: Malheiros, 2010.
MENDES, G. F.; BRANCO, P. G. G. Curso de Direito Constitucional. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.
MENY, I.; THOENIG , J. C. Las políticas públicas. Barcelona: Ariel, 1992.
PAULO, V.; ALEXANDRINO, M. Direito Constitucional Descomplicado. 15. ed. Atualizada. Método. Rio de Janeiro. 2016.
PENROD, J.; et al.. A discussion of chain referral as a method of sampling hard-to-reach populations. Journal of Transcultural nursing, v. 4, n. .2, april, 2003. 100-107p.
PERO, V.; STEFANELLI, V. A questão da mobilidade urbana nas metrópoles brasileiras. Economia Contemporânea, v. 19, n. 3, p. 366-402, set-dez/2015.
POMAR, M. Tarifa Zero! A realidade possível. TarifaZero.org. 2013. Disponível em: http://tarifazero.org/category/blogs/pomar/. Acesso em: 20 abr. 2017.
RESENDE, G. M. Avaliação de políticas públicas no Brasil: uma análise de seus impactos regionais. Rio de Janeiro: Ipea, 2014.
ROCHA, M. A. B. F. Mobilidade Sustentável como desafio do milênio. FAE, Curitiba, v. 15, p. 42-51, jul/dez 2012.
SABATIER, P. A. Top-down and bottom-up approaches to implementation research: a critical analysis and suggested synthesis. Jornal of Public Policy, v. 6, n. 1, p. 21-48, 1986.
SARLET, I. W. A eficácia dos direitos fundamentais. Porto Alegre: Advogado. 2007.
SCOLARI FILHO, E. R. Direito social ao transporte à tarifa zero. Jus Navigandi, Teresina, v. 19, n. 4095, 17set.2014.
SECCHI, L. Agenda building in Brazilian municipalities: when and how citizens participate. In: FRANZKE, J. (Org.) Making civil societies work. 1. ed. Postsdam: Universidade de Potsdam, 2006. p. 109-124.
SECCHI, L. Políticas Públicas: Conceitos, esquemas, casos práticos. 2 ed. São Paulo: Cengage Learning. 2010; 2013.
SILVA, P. R. Cotidiano e Trabalho: trabalhadores ceramistas em Monte Carmelo/MG 1970/2000. 2001. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Uberlândia: UFU, 2001.
SOUZA, C. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, Porto Alegre, ano 8, n. 16, jul/dez 2006, p. 20-45.
STONE, D. A. Policy, Paradox and Political Reason . Glenview: Scott Foresman. 1988.
SUBIRATS, J. Análises de políticas públicas y eficacia de la administración. Madri: Inap, 1989.
TAGORE, M. R.; SIKDAR, P. K. A new acessibility measure accounting mobility parameters. The University of New South Wales, Sydney, Australia. 1995.
VIANA, A. L. Abordagens metodológicas em políticas públicas. Revista de Administração Pública . Rio de Janeiro, v. 30, n. 2, p. 5-43, 1996.
VIANNA, G. S. B.; YOUNG, C. E.F. Em Busca do Tempo Perdido: Uma estimativa do produto perdido em trânsito no Brasil. Revista de Economia Contemporânea, v.19, n. 3, p. 403-416, set-dez/ 2015.
WHITAKER, C.Procurando entender a tarifa zero. TarifaZero.org. p. 02. Disponível em: http://www.tarifazero.org. Acesso em: 09 abri. 2017.
Downloads
Pubblicato
Fascicolo
Sezione
Licenza
Copyright (c) 2021 Gestão Pública: Práticas e Desafios

Questo lavoro è fornito con la licenza Creative Commons Attribuzione - Non commerciale 4.0 Internazionale.
Os conteúdos da Revista Gestão Pública: práticas e desafios, estão licenciados sob uma licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0). Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, para fins não comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. Texto da Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0