Representações de mulheres encarceradas sobre gestar na prisão
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i11a235006p3069-3077-2018Palavras-chave:
Representações Sociais, Gravidez, Prisões, Afeto, Carência Psicossocial, Família.Resumo
RESUMO
Objetivo: compreender as representações sociais de gestantes e puérperas encarceradas sobre o gestar enquanto vivendo em Colônias Penais. Método: trata-se de estudo qualitativo, embasado no referencial teórico-metodológico das Representações Sociais, com 19 mulheres encarceradas em Colônias Penais. Utilizaram-se, como instrumentos de coleta de dados, um formulário e entrevistas grupais em que se analisaram os dados pelos softwares SPSS e Iramuteq. Resultados: marcaram-se as representações da gestação durante o encarceramento pela ausência de serviços e infraestrutura, com pré-natal falho e dificuldades para a realização de exames, além da dicotomia entre querer estar com o filho, mas ter que criá-lo em tal ambiente. Caracteriza-se gestar na prisão pela não aceitação, gerando-se atitudes de negação, embora o afeto pelo filho acompanhe as presidiárias e acalente essa realidade. Conclusão: evidenciou-se a necessidade de repensar o atendimento de saúde na prisão contribuindo-se para a efetivação de políticas públicas e garantindo-se os direitos daqueles que se encontram atrás das grades, especialmente mulheres e crianças. Descritores: Representações Sociais; Gravidez; Prisões; Afeto; Carência Psicossocial; Família.
ABSTRACT
Objective: to understand the social representations of pregnant and puerperal women imprisoned about gestating while living in Colonial Penins. Method: this is a qualitative study, based on the theoretical and methodological reference of the Social Representations, with 19 women incarcerated in Colonial Penins. As a data collection instrument, a form and group interviews were used in which the data was analyzed by SPSS and Iramuteq software. Results: pregnancy representations were made during incarceration due to lack of services and infrastructure, with prenatal failure and difficulties to perform exams, besides the dichotomy between wanting to be with the child, but having to create it in such a way environment. It is characterized to gestate in the prison by the non acceptance, generating attitudes of negation, although the affection by the son accompanies the inmates and cherishes this reality. Conclusion: the need to rethink health care in prison was evidenced, contributing to the implementation of public policies and guaranteeing the rights of those behind bars, especially women and children. Descriptors: Social Representations; Pregnancy; Prisons; Affection; Psychosocial Deprivation; Family.
RESUMEN
Objetivo: comprender las representaciones sociales de gestantes y puérperas encarceladas sobre el gestar mientras vivía en Colonias Penales. Método: se trata de un estudio cualitativo, basado en el referencial teórico-metodológico de las Representaciones Sociales, con 19 mujeres encarceladas en Colonias Penales. Se utilizaron, como instrumentos de recolección de datos, un formulario y entrevistas grupales en que se analizaron los datos por los softwares SPSS e Iramuteq. Resultados: se marcaron las representaciones de la gestación durante el encarcelamiento por la ausencia de servicios e infraestructura, con prenatal fallido y dificultades para la realización de exámenes, además de la dicotomía entre querer estar con el hijo, pero tener que crearlo en tal medio ambiente. Se caracteriza por gestar en la cárcel por la no aceptación, generándose actitudes de negación, aunque el afecto por el hijo acompaña a las presidiarias y acalenta esa realidad. Conclusión: se evidenció la necesidad de repensar la atención de salud en la cárcel contribuyéndose a la efectivación de políticas públicas y garantizándose los derechos de aquellos que se encuentran detrás de las rejas, especialmente mujeres y niños. Descriptores: Representación Sociales; Embarazo; Prisiones; Afecto; Carencia Psicosocial; Familia.
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