Matriciamento em saúde mental: práticas e desafios para profissionais de saúde
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963.2024.260991Palavras-chave:
Serviços de Saúde Mental, Trabalhadores de Saúde, Atenção Primária à Saúde, Saúde Mental, Educação PermanenteResumo
Objetivo: discutir as práticas e os desafios enfrentados pelos profissionais que atuam na Atenção Primária e Atenção Especializada acerca do matriciamento em saúde mental. Método: estudo exploratório descritivo, de natureza qualitativa, que entrevistou 32 profissionais de saúde (sendo dois gestores), por seleção intencional, entre Atenção Especializada e Atenção Primária. Os dados foram ordenados e categorizados através do software Atlas-ti, versão 22.1.5.0, e o processo analítico foram orientados pela técnica de análise temática, conforme Braun e Clarke. Resultados: 17 códigos foram agrupados, e geraram seis categorias ou redes temáticas: O vivido e o refletido sobre matriciamento; Condições necessárias ao matriciamento; Obstáculos para o matriciamento; Facilitadores/potencializadores do matriciamento; Impactos vislumbrados; e Demandas tecnológicas para o matriciamento. Conclusão: a implementação do matriciamento representa uma oportunidade para a efetivação da atenção integral à saúde, além de proporcionar significativas oportunidades de desenvolvimento de habilidades de todos os profissionais envolvidos. O desejo dos profissionais de saúde por melhorias na assistência prestada a pessoas em sofrimento psíquico coloca a educação permanente como caminho ainda a ser fomentado para a consolidação do matriciamento em saúde mental.
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