Wildland fire occurrence in the state of Minas Gerais between 2003 and 2020
DOI :
https://doi.org/10.29150/jhrs.v13.2.p152-163Mots-clés :
Prevenção ao Fogo, Focos de Calor, Sensoriamento Remoto, Incêndios.Résumé
As queimadas e incêndios florestais são responsáveis por diversos impactos ambientais, contribuindo com as mudanças climáticas à medida que liberam na atmosfera gases do efeito estufa. Este estudo teve por objetivo analisar a variação espaço-temporal da queima da vegetação no estado de Minas Gerais e determinar as principais variáveis responsáveis por afetar a frequência de fogo a nível municipal. Dados de focos de queima detectados pelo satélite AQUA entre os anos de 2003 e 2020 foram utilizados para tal propósito. Além disso, dados de variáveis ambientais que poderiam influir na incidência de fogo, foram analisados. Uma significativa tendência de queda no registro de focos de queima foi observada durante o período analisado e os meses de setembro, outubro e agosto foram, respectivamente, os que tiveram maiores registros. Aproximadamente 90% da área do estado foi classificada como tendo alta, muito alta ou extrema ocorrência de fogo em vegetação. Destaca-se, pela elevada densidade de focos durante o período analisado, a região nordeste do estado, enquanto as regiões sul e sudeste foram as que apresentaram menor ocorrência de fogo. A variável que teve maior influência na densidade municipal de focos de queima foi a precipitação pluviométrica média anual, seguida pela área de formações naturais, temperatura média anual e área agrícola. Os resultados obtidos devem ser utilizados para desenvolver e aplicar eficientes métodos de prevenção ao fogo, buscando assim, reduzir a ocorrência de fogo, principalmente nos ecossistemas sensíveis ao mesmo.
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