A Prática da Consultoria na Dinâmica Informal do Polo de Confecções do Agreste Pernambucano

Amanda Lima de Vasconcelos, Ana Márcia Batista Almeida Pereira

Resumo


O presente trabalho buscou caracterizar as fases de intervenção na ação dos consultores e as suas percepções sobre a informalidade na experiência socioprodutiva do Polo de Confecções do Agreste Pernambucano. Para atingir esse objetivo foi realizada uma investigação de caráter qualitativo utilizando entrevistas junto a consultores atuantes no segmento. Fez-se uso de um arcabouço teórico, contemplando a temática da consultoria e a história do Polo de Confecções, em sua dinâmica constitutiva e nas transformações recentes. Os resultados dessa pesquisa indicam que nas etapas de intervenção adotadas pelos consultores há variações entre as abordagens e adota-se uma sequência de fases lógicas que irão, a princípio, nortear a atuação desses agentes junto aos sistemas clientes, mas havendo abertura para ajustes à realidade das empresas. Quanto à informalidade, os consultores se depararam com empresas familiares imersas em formas de organização tradicionais, gestão intuitiva, ausência de planejamento, em paralelo com práticas referidas ao padrão formal, resultando no hibridismo entre o tradicional e o moderno.


Palavras-chave


Consultoria; Informalidade; Polo de Confecções do Agreste Pernambucano.

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