Filosofia como práxis e seu ensino: relevância e prescindibilidade da tradição filosófica para o ensino da matéria

Daniel Pansarelli

Resumo


Partindo de uma definição de Filosofia relacionada ao campo da práxis,
portanto, dando à matéria a obrigação de influir na – e ser influenciada
pela – realidade contextual em que é praticada, pretende-se refletir
dialeticamente acerca das contribuições que a milenar tradição filosófica
oferece ao ato de filosofar e ao seu ensino. Tomar-se-ão, por um lado, as
relevantes contribuições que a tradição oferece ao docente, ao docentefilósofo
e ao estudante, sobretudo como ampla e peculiar fonte cultural,
imprescindível à realização da educação filosófica como paideia ou como
bildung. Em oposição dialética, serão esboçados caminhos para a práxis
filosófica que não ocorra tendo na tradição o elemento fundamental
ou mesmo marginalmente presente. Nessa segunda vertente, serão
valorizadas competências próprias ao fazer filosófico bem como caminhos
não tradicionais pelos quais tais competências podem alternativamente
ser alcançadas. Por fim, serão explicitadas as vantagens oferecidas pela
valorização da tradição como componente do ensino de Filosofia, ao
mesmo tempo em que serão apontados os riscos castradores – portanto
antifilosóficos – oferecidos pela força de sua história. Buscar-se-á, assim,
fugir do maniqueísmo fetichista no trato da questão, oferecendo aos
docentes oportunidade de reflexão e diálogo acerca de um desejável
pluralismo metodológico.


Palavras-chave


práxis, tradição, ensino, pluralismo metodológico

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