Vestígios da vida de Hipácia de Alexandria

Loraine Oliveira

Resumo


É fato que poucos são os relatos antigos sobre Hipácia de Alexandria, e dentre estes, a maioria se detém em descrever a morte da filósofa. Ao tentar reconstruir sua vida, nos deparamos com nada mais que vestígios. Estudando as fontes antigas e verificando os temas nelas apresentados, este artigo problematiza interpretações hodiernas da vida de Hipácia, sob uma perspectiva de gênero. O termo gênero (gender) aqui é entendido como uma categoria de análise que permite problematizar a função do gênero no conjunto das relações sociais, e a contribuição do gênero aos estudos históricos. Assim, são desenvolvidos três temas: 1. O platonismo de Hipácia, que tem relação com seu modo de vida. 2. O caráter público das suas aulas, o que leva ao questionamento da relação público/privado e à questão da sua liberdade no âmbito da ordem normativa que começa a se estabelecer em Alexandria, na virada do século IV para o século V EC, período em que ela viveu. 3. A relação entre sua castidade e a prática das virtudes, que fazia parte do modo de vida platônico, assim como a importância da sua virgindade, do ponto de vista simbólico.

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