Da relação entre linguagem e subjetividade na obra tardia de Martin Heidegger

Maurício Fernando Pitta

Resumo


Esta artigo centra-se na relação problemática entre subjetividade e linguagem; mais especificamente, na possibilidade ou impossibilidade de alguma forma de prioridade semântica do sujeito em sua relação com a linguagem quando posta diante dos principais escritos sobre linguagem na filosofia tardia de Martin Heidegger, com enfoque na conferência O caminho para a linguagem, de 1959. Para a modernidade, a linguagem é expressão da atividade interior do espírito. Tal concepção é apontada e criticada por Heidegger sua conferência, na qual afirma, em oposição a ela, que a linguagem, mais do que expressão subjetiva, é o caminho no qual o homem, “ente dizente”, já sempre se encontra de início. Neste trabalho, introduziremos, primeiramente, alguns pressupostos heideggerianos de sua obra posterior à fase de Ser e tempo e conceitos característicos dessa etapa, tais como Ereignis, alétheia e tópos, a fim de articular, ao fim, sua concepção tardia de linguagem e contrapô-la à concepção técnica de linguagem, própria da modernidade.

Palavras-chave


Filosofia; Linguagem; Ontologia; Subjetividade; Técnica; Ontologia; Martin Heidegger

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