Uma crítica filosófica à cristandade, segundo Kierkegaard.
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2021.246496Palabras clave:
Deus, cristianismo, desconhecido, religião, dogmasResumen
Este trabalho é uma abordagem que busca analisar em algumas obras de Kierkegaard sua crítica a respeito da noção de Deus, sobretudo, a partir do cristianismo luterano de sua época. Religião esta profundamente marcada por um discurso idealista, com conceitos abstratos, de influências vindas do pensamento hegeliano. Busca-se, com este artigo, apresentar a impossibilidade, segundo Kierkegaard, de conceituar Deus através categorias objetivas ou dos dogmatismos religiosos. Apresentar-se-á Deus como sendo o Desconhecido, o Absoluto, o Paradoxo. Definições usadas para não definir nada de fato, apenas com o intuito de mostrar os limites do racionalismo; postulando que Deus pode ser conhecido mediante um vislumbramento da fé. O conhecer Deus é um pressuposto da fé, afirmando as limitações de uma ciência objetivista, ao mesmo tempo, recusando os dogmas religiosos, as trincheiras institucionais, narrando a incapacidade de abarcar a realidade de Deus. Diante disso, abre-se a possibilidade de romper com o Deus elaborado pelos discursos das instituições religiosas, na perspectiva de construir uma relação mais subjetiva entre “Eu e Deus”.
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