Uma crítica filosófica à cristandade, segundo Kierkegaard.

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.51359/2357-9986.2021.246496

Palabras clave:

Deus, cristianismo, desconhecido, religião, dogmas

Resumen

Este trabalho é uma abordagem que busca analisar em algumas obras de Kierkegaard sua crítica a respeito da noção de Deus, sobretudo, a partir do cristianismo luterano de sua época. Religião esta profundamente marcada por um discurso idealista, com conceitos abstratos, de influências vindas do pensamento hegeliano. Busca-se, com este artigo, apresentar a impossibilidade, segundo Kierkegaard, de conceituar Deus através categorias objetivas ou dos dogmatismos religiosos. Apresentar-se-á Deus como sendo o Desconhecido, o Absoluto, o Paradoxo. Definições usadas para não definir nada de fato, apenas com o intuito de mostrar os limites do racionalismo; postulando que Deus pode ser conhecido mediante um vislumbramento da fé. O conhecer Deus é um pressuposto da fé, afirmando as limitações de uma ciência objetivista, ao mesmo tempo, recusando os dogmas religiosos, as trincheiras institucionais, narrando a incapacidade de abarcar a realidade de Deus. Diante disso, abre-se a possibilidade de romper com o Deus elaborado pelos discursos das instituições religiosas, na perspectiva de construir uma relação mais subjetiva entre “Eu e Deus”.    

Biografía del autor/a

Adenilton Moises da Silva, Universidade Católica de Pernambuco

Licenciado em Filosofia pelo Instituto Salesiano de Filosofia em Recife – PE, graduação em Teologia pelo Instituto de Teologia de Caruaru – PE, Ms. em Ciências da Religião, na Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, tendo como tema “ A fé como pressuposto para conhecer Deus em Kierkegaard; doutorando em Ciências da Religião, na UNICAP. Membro do Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências da Religião, na UNICAP

Citas

FARAGO, France. Compreender Kierkegaard. Trad. Ephaim F. Alves. Pe-trópolis: Vozes, 2006.

GARDINER, Patrick. Kierkegaard. Trad. Antônio Carlos Vilela. São Paulo:Loyola, 2001.

KIERKEGAARD, Soren. As Obras do Amor. Trad. Álvaro L. M. Valls. Bra-gança Paulista: Ed. Universitária São Francisco; Petrópolis: Vozes, 2005.

KIERKEGAARD, Soren. Discursos Edificantes em Diversos Espíritos –1847. Trad. Álvaro L. M. Valls e Else Hagelund. São Paulo: Editora LiberArs, 2018.

KIERKEGAARD, Soren. Migalhas Filosóficas ou um Bocadinho de Filosofia de João Clímacus. Trad. Ernani Reichmann e Álvaro L. M. Valls. 2ª edi-ção. Petrópolis: Vozes, 2008.

KIERKEGAARD, Soren. O Conceito de Ironia Constantemente Referido aSócrates. Trad. Álvaro L. M. Valls. 2ª edição. Bragança Paulista: Ed. Universitária São Francisco, 2005.

KIERKEGAARD, Soren. O Instante. Trad. Álvaro L. M. Valls e Márcio Gi-menes de Paula. São Paulo: Editora LierArs, 2019.

KIERKEGAARD, Soren. O Matrimônio. Trad. Rodolfo Konder. Rio de Ja-neiro: Laemmert S.A, 1969.

KIERKEGAARD, Soren. Ou – Ou: um fragmento de vida (segunda parte).Trad. Elisabete M. de Sousa. Lisboa: Relógio D’Água, 2017.

KIERKEGAARD, Soren. Pós-Escrito Conclusivo não Científico às Miga-lhas Filosóficas, Vol. I. Trad. Álvaro L. M. Valls e Marília Murta de Almei-da. Bragança Paulista: Ed. Universitária São Francisco; Petrópolis: Vozes,2013.

KIERKEGAARD, Soren. Pós-Escrito Conclusivo não Científico às Miga-lhas Filosóficas, Vol. II. Trad. Álvaro L. M. Valls e Marília Murta de Almei-da. Bragança Paulista: Ed. Universitária São Francisco; Petrópolis: Vozes,2016.

KIERKEGAARD, Soren. Temor e Tremor. Trad. Maria José Marinho. SãoPaulo: Abril Cultural, 1979.

PAULA, Márcio Gimenes de. Indivíduo e Comunidade na Filosofia de Ki-erkegaard. São Paulo: Paulus, 2009.

REGINA, Humberto (2016). Kierkegaard. Trad. Alessandra Siedschlag. SãoPaulo: Ideias e Letras.

SILVA, Adenilton Moises da. A Fé como Pressuposto para conhecer Deusem Kierkegaard. 151f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião),Programa de Ciências da Religião – Universidade Católica de Pernambuco.Recife, 2019.

STEWART, Jon. Soren Kierkegaard: subjetividade, ironia e a crise da mo-dernidade. Trad. Humberto Araújo Quaglio de Souza. Petrópolis: Ed. Vozes,2017.

Publicado

2021-04-11