O argumento do conhecimento: uma nova estratégia fisicista

Roberto Horácio de Sá Pereira

Resumo


Neste artigo, apresento e defendo uma versão alternativa à chamada estratégia dos conceitos fenomenais em defesa do materialismo tipo B no clássico argumento do conhecimento de Jackson. Endossando a crítica de Ball e Tye à estratégia dos conceitos fenomenais, argumento em favor das seguintes teses. Primeira tese: o conteúdo recém-adquirido por Mary é de natureza nãoconceitual à luz de todos critérios disponíveis. Segunda tese: aquisição por Mary de tal conteúdo é justamente o que os permite explicar, ao menos em parte, tanto o seu progresso epistêmico (uma vez liberta do seu confinamento) quanto o incremento da sua expertise relativa ao seu antigo conceito VERMELHO FENOMENAL. Entretanto, embora a aquisição de tal conteúdo não-conceitual seja indispensável, ele são é suficiente para a explicação do progresso epistêmico realizado Mary. Terceira tese, assumindo que conceitos seja arquivos mentais, após a realização das experiências visuais de vermelho pela primeira vez, tal conteúdo não-conceitual recém-adquirido passa por um processo de “digitalização” para, assim, poder ser armazenado no arquivo mental VERMELHO FENOMENAL. Quarta e última tese: é com base nesse conceito de VERMELHO FENOMENAL, agora enriquecido fenomenalmente pelos recém-adquiridos conteúdos não-conceituais, que Mary se torna capaz de identificar o caráter fenomenal da sua nova experiência visual da cor vermelha mediante introspecção da sua experiência visual de vermelho.

Palavras-chave


Argumento do Conhecimento; Estratégia dos Conceitos Fenomenais; Conteúdos não-conceituais.

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