Diálogo e paidéia em Platão
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2022.253173Palavras-chave:
discurso, formação, filosofia, PlatãoResumo
Em Platão é possível reconhecermos sua grande preocupação, dentro de um projeto político-filosófico, com a formação do homem, principalmente quando analisamos, por exemplo, obras como Banquete, Ménon e República. O diálogo (diánoia) é apresentado, em alguns casos, como fundamento de um espaço privilegiado à aprendizagem e ao exercício ético. Inicialmente a arte de dialogar exige uma metodologia de confronto de perspectivas entre os que dialogam, um em referência ao outro direcionando-nos a compreensão de determinado assunto, como no caso do Amor no Baquete ou da Virtude no Ménon, e isto, por sua vez, só é possível se pensarmos em uma construção dialética (dialektiké) do diálogo. Intentamos, neste trabalho, mostrar como o discurso, nos encaminha para uma noção do que Platão compreende por formação humana (paideía), principalmente enquanto valor intrínseco às relações humanas e sociais.
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