O problema das Alternativas Não Concebidas é eficaz contra a defesa abdutiva do realismo científico?
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2022.253890Palavras-chave:
filosofia da ciência, realismo científico, argumento do Milagre, problema das alternativas não concebidasResumo
O debate acerca do realismo científico trata da relação entre as nossas melhores teorias científicas e o mundo. Nesse debate, o que está em discussão é, sobretudo, se existe uma razão para acreditarmos que as partes de nossas teorias científicas que tratam de fenômenos e entidades inobserváveis se referem, ainda que de modo aproximado, a fenômenos e entidades reais. Diante disso, os realistas defendem a tese de que nossas melhores teorias científicas são aproximadamente verdadeiras. Em 1975, o filósofo Hilary Putnam propôs um argumento a favor do realismo científico, considerando que o realismo “(…) é a única filosofia que não faz do sucesso da ciência um milagre.” (PUTNAM, 1975, p. 73). Esse argumento ficou conhecido como o Argumento do Milagre, sendo parte da estratégia chamada de defesa abdutiva do realismo científico. Em seu livro Exceeding our grasp (2006), Kyle Stanford desenvolve o que considera como um novo desafio a essa estratégia de defesa realista. O objetivo do presente trabalho consiste em analisar se essa objeção de Stanford é plausível contra a defesa abdutiva do realismo científico.
Referências
BLUME, J. A gravidade é repensada por este físico holandês e sua nova teoria. Publicado em: 17 08 2019. Disponível em: Acesso em 18 12 2020.
CARVALHO, F. T. Inferir Explicações e Explicar Inferências: Uma abordagem pragmático-transcendental da Inferência à Melhor Explicação (Tese de doutorado) – Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2013.
CASTILHO, Daiane Camila. O argumento da inferência da melhor explicação e o problema das alternativas não concebidas. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2014.
CHAKRAVARTTY, A. ‘What You Don’t Know Can’t Hurt You: Realism and the Unconceived’, Philosophical Studies, v. 137, p. 149–158, 2008.
CHAKRAVARTTY, A. Scientific Realism, The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Summer 2017 Edition), Edward N. Zalta (ed.), 2017. Disponível em: . Acesso em: 4 setembro 2018.
CHIBENI, S.S. Afirmando o conseqüente: Uma defesa do realismo científico (?!). Scientiae Studia (USP), São Paulo, v. 4, p. 221-249, 2006.
DARWIN, Charles, 1809-1882. A origem das espécies e a seleção natural / Charles Darwin; tradução Soraya Freitas. – São Paulo: Madras, 2014.
FINE, A. The Shaky Game: Einstein, Realism, and the Quantum Theory. Chicago: University of Chicago Press. 1986.
GHINS, M. Putnam’s no-miracle argument: a critique. In: Clarke S, Lyons T (eds) Recent themes in the philosophy of science: scientific realism and commonsense, Australasian studies in history and philosophy of science, vol 17. Kluwer, Dordrecht, p. 121–138, 2002.
HARMAN, G. The inference to the best explanation. Philosophical Review, 74, 1, p. 88- 95, 1965.
KUKLA, A. Antirealist explanations of the success of science, Philosophy of Science, v. 63, p. S298-S305, 1996.
LEPLIN, J. “Surrealism”, Mind, v. 96, p. 519-524, 1987.
OLIVEIRA, Tiago Luís Teixeira. Uma solução baseada no realismo experimental para dois argumentos pessimistas, Veritas, v. 62, n. 3, p. 595-623, 2017.
PSILLOS, Stathis. Scientific realism: How science tracks truth. London: Routledge. 1999.
PSILLOS, Stathis. The fine structure of inference to the best explanation. Philosophy and Phenomenological Research, v. 74, n. 2, 2007.
PUTNAM, Hilary. Mathematics, Matter and Method, Cambridge: Cambridge University Press, 1975.
STANFORD, K. Exceeding Our Grasp: Science, History, and the Problem of Unconceived Alternatives. Oxford University Press, 2006.
VAN FRAASSEN, Bas C., 1941- A imagem científica /Bas C. van Fraassen; tradução Luiz Henrique de Araújo Dutra. – São Paulo: Editora UNESP: Discurso Editorial, 2007.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Renan Soares Esteves, Luís Filipe Estevinha Rodrigues

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Perspectiva Filosófica orienta seus procedimentos de gestão de artigos conforme as diretrizes básicas formuladas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). http://memoria2.cnpq.br/web/guest/diretrizes/
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
-
Os autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
-
Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista, com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista (Consultar http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html).

As obras publicadas pela Revista Perspectiva Filosófica estão licenciadas com Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.








