A violência enquanto resistência ao colonialismo em Fanon e Sartre
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2026.262732Palavras-chave:
racismo, influências, decolonização, fanon, sartreResumo
A concepção de sociogenia desenvolvida por Fanon, oferece uma visão abrangente sobre o sujeito racializado, destacando como a colonização influencia a identidade individual. Sob a matriz colonial de poder, o ideal de ser humano, esse é definido como homem, branco, europeu. A ideia de não pertencimento ao grupo “homem” gera angústia na sociedade que é racializada, submetidos a constante pressão para embranquecer. Além disso trazemos a visão sartreana a fim de apontar algumas considerações ao ponto de vista existencialista da violência opressora dos colonos frente os colonizados, a própria concepção racista que tem por trás dessa estruturação cruel e violenta, bem como a proposta de uma revolução por parte dos povos negros, utilizando como base bibliográfica a obra Os condenados da Terra (1961) e Pele negras, máscaras brancas (1983) bem como comentadores nos dois pontos do artigo. Sendo assim, conseguimos por meio de dois grandes pensadores particularmente diferentes, mas ao mesmo tempo com objetivos e temáticas em comum, a saber, o povo argelino, as desigualdades- coloniais e colonizados, e a tentativa de romper com o sistema precário e desumano daqueles que lutaram a fim de preservar sua própria dignidade de sujeitos negros e com uma cultura própria, a ser dado-lhes a vez de fazer suas reinvindicações anticoloniais serem atendidas.
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