Memorabilia de artistas profissionais à luz da teoria estética de John Dewey

uma contribuição para pedagogias humanistas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2357-9986.2025.264863

Palavras-chave:

John Dewey, estética, Memória, trabalho docente, educação humanista

Resumo

Para evidenciar a relevância do livro Arte como experiência, este artigo propõe associar a teoria estética de John Dewey às propostas educacionais desse mesmo autor e apresentar sugestões de atividades capazes de propiciar experiências estéticas a estudantes espectadores de obras de arte. Esta iniciativa se justifica porque, devido às condições do ambiente escolar, o máximo que os professores conseguem é proporcionar aos alunos a oportunidade de interagir com as artes apenas como espectadores. A primeira seção do artigo caracteriza o que é e como se obtém uma experiência estética, tendo por fundamento a teoria de Dewey, para quem o espectador – e não apenas o produtor – de obras de arte pode ter experiências significativas. À luz da teoria estética deweyana, a segunda seção examina depoimentos de artistas profissionais que relatam as vivências mais marcantes que tiveram como espectadores de obras de arte, tão marcantes que podem ser classificadas como experiências estéticas. O artigo conclui que, mesmo na condição de espectadora, uma pessoa pode ter experiências estéticas, e que o relato de tais experiências é um fator relevante para a formação de suas disposições emocionais perante a arte.

Biografia do Autor

Isabela Martins Cazula, Universidade de São Paulo (USP)

Graduada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação dessa mesma instituição de ensino.

 

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Publicado

2026-01-13

Edição

Seção

O legado de John Dewey: Pragmatismo, Arte e Educação