Os desafios de uma teoria decolonial na dinâmica acadêmica-científica
uma leitura crítica do “giro decolonial”
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2026.270058Palavras-chave:
decolonial, capitalismo, racismo, academia, universidadeResumo
O artigo pretende realizar uma crítica imanente ao pensamento decolonial, especialmente ao Grupo Modernidade/Colonialidade. Não tencionamos negar a importância de suas contribuições para denunciar a colonialidade do saber, mas questionamos a distância entre o discurso de ruptura epistêmica e a práxis efetiva de seus principais expositores no que concerne mais particularmente à dinâmica acadêmica. A nossa tese central é de que, para um verdadeiro "giro epistêmico", é necessário ir além da crítica retórica ao eurocentrismo e avançar para uma refundação pluriepistêmica das instituições acadêmicas a fim de garantir a horizontalidade entre saberes europeus, indígenas e afrodiaspóricos e o protagonismo dos sujeitos historicamente subalternizados.
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