Alguns limites do preditivismo lógico
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2025.263902Palabras clave:
Epistemologia da Lógica, Filosofia da Lógica, Anti-excepcionalismo Lógico, Preditivismo Lógico, Escolha de teoriasResumen
Na epistemologia da lógica, há um consenso de que a justificação dos princípios lógicos se distingue da justificação em outros campos de investigação. Nesse sentido, as evidências lógicas possuem um caráter básico e a priori, o que as torna excepcionais. Em contraste com essa posição, uma visão na filosofia da lógica, designada de anti-excepcionalismo sobre a lógica (AEL), afirma que a lógica não é excepcional, não possui um estatuto epistêmico ou metodológico especial no que diz respeito às demais ciências. Segundo o AEL, a lógica poderia tomar emprestado da ciência métodos de escolha de teorias. Diante disso, será apresentada a visão anti-excepcionalista do preditivismo lógico. Essa posição indica que teorias lógicas são justificadas tendo como base o seu sucesso preditivo e poder explicativo. Neste artigo, argumentamos que, o preditivismo lógico enfrenta algumas limitações: 1) ao adotar evidências a priori, o preditivismo lógico não apenas rompe com uma das teses centrais da abordagem anti-excepcionalista — que propõe uma aproximação entre a epistemologia da lógica e das ciências empíricas — mas também falha em oferecer uma nova alternativa epistemológica para a lógica; 2) a dedução de teoremas não equivale à realização de previsões; e 3) no preditivismo lógico há uma interdependência entres as variedades metafísica e epistemológica do AEL.
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