Stuart Mill e o idealismo semântico de Hobbes e Locke
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.260717Palavras-chave:
Stuart Mill, Locke, Hobbes, linguagem, significado, signoResumo
O artigo aborda a crítica de J. S Mill no início System of Logic ao idealismo semântico que caracterizou a teoria da linguagem da modernidade anglo-saxônica, a saber, a tese de que a referência imediata das palavras são as ideias e não as coisas mesmas. Embora, em linhas gerais, as semânticas de Hobbes e Locke convirjam, na medida em que defendem que o significado das palavras são entidades mentais, elas divergem em pontos importantes: a semântica de hobbes é inferencial ao passo que a de Locke é referencial. Mill, em sua crítica, tomará o texto de Hobbes como alvo e contra ele dirige seus argumentos. Duas questões então se colocam: 1) por que Mill, em sua crítica ao idealismo semântico, dirigiu-se ao De Corpore do Hobbes e não ao Livro III dos Ensaios acerca do entendimento humano de Locke, obra posterior e consideravelmente mais elaborada, ao menos no que tange à semântica idealista? 2) Seria o argumento de Mill capaz de refutar de forma igualmente eficaz a semântica referencial de Locke? O presente artigo defende que a resposta à segunda questão é negativa e, como consequência, sugere uma resposta possível, e natural dentro do contexto, para a primeira questão.
Referências
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