Da Margem se Vê Melhor? O Autoritarismo no Brasil Segundo a Oposição de Esquerda nos Anos 1930

Autori

  • Josnei Di Carlo Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política (PPGSP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

DOI:

https://doi.org/10.51359/1808-8708.2018.231261

Parole chiave:

autoritarismo, Revolução de 1930, Estado Novo, marxismo, Oposição de Esquerda

Abstract

A Oposição de Esquerda, dissidência do Partido Comunista do Brasil (PCB), formada em 1929, ao produzir documentos sobre o processo político iniciado em 1930, acabou por analisar a formação e a constituição do autoritarismo responsável pela modernização conservadora que se seguiu. Teoricamente, a análise desses documentos contribui para a compreensão da base constitutiva do pensamento político autoritário brasileiro porque a marginalidade dos oposicionistas os levou a ter uma visão privilegiada do processo político em curso. Ao escreverem “Esboço de Análise da Situação Brasileira”, Mário Pedrosa e Lívio Xavier partiram da formação social brasileira para entender a Revolução de 1930 como uma cisão no bloco de poder ocasionada pelo desenvolvimento do capitalismo. Com isso, compreenderam a importância do Estado para a reprodução da burguesia e para a expansão do capitalismo no Brasil. Com a análise desse ensaio em conjunto com outros documentos oposicionistas produzidos até 1935, acompanhamos o crescente autoritarismo que culminou no Estado Novo e apresentamos um painel da base estruturante do pensamento político autoritário brasileiro que o sustentou.

Biografia autore

Josnei Di Carlo, Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política (PPGSP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Bacharel e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2006, com especialização em Ensino de Sociologia, em 2010, na mesma instituição de ensino superior. Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em 2013. Atualmente é discente de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política (PPGSP) e pesquisador do Laboratório de Sociologia do Trabalho (Lastro) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Também é editor gerente da Em Tese, revista editada pelos discentes do PPGSP/UFSC.

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Pubblicato

2018-05-13