Cientistas Políticos, Comunicólogos e o Papel da Mídia nas Teorias da Decisão do Voto

Pedro Santos Mundim

Resumo


Há cerca de 12 anos, Rubim e Azevedo identificaram que o grande entrave para o desenvolvimento das pesquisas sobre “comportamento eleitoral e mídia”, no Brasil, era a falta de diálogo entre nossos comunicólogos e cientistas políticos. Esse problema persiste até hoje. Neste artigo, argumento que uma solução para tal impasse encontra-se na maneira como as principais teorias sobre comportamento político abordam, ou permitem a discussão, do papel da mídia no processo de decisão do voto. Por um lado, a incorporação desse referencial teórico, um dos campos de pesquisa mais tradicionais da Ciência Política, permitiria aos comunicólogos uma interpretação mais abalizada sobre o papel da mídia nos resultados eleitorais. Por outro, a incorporação da mídia como uma variável importante para as análises da decisão do voto, feitas pelos cientistas políticos, daria a devida relevância ao mecanismo de disseminação de informações mais importante da cena política contemporânea.



Palavras-chave


Mídia; Eleições; Teorias do Comportamento Político; Comunicação e Política

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