Cientistas Políticos, Comunicólogos e o Papel da Mídia nas Teorias da Decisão do Voto

Autores/as

  • Pedro Santos Mundim UFMG

Palabras clave:

Mídia, Eleições, Teorias do Comportamento Político, Comunicação e Política

Resumen

Há cerca de 12 anos, Rubim e Azevedo identificaram que o grande entrave para o desenvolvimento das pesquisas sobre “comportamento eleitoral e mídia”, no Brasil, era a falta de diálogo entre nossos comunicólogos e cientistas políticos. Esse problema persiste até hoje. Neste artigo, argumento que uma solução para tal impasse encontra-se na maneira como as principais teorias sobre comportamento político abordam, ou permitem a discussão, do papel da mídia no processo de decisão do voto. Por um lado, a incorporação desse referencial teórico, um dos campos de pesquisa mais tradicionais da Ciência Política, permitiria aos comunicólogos uma interpretação mais abalizada sobre o papel da mídia nos resultados eleitorais. Por outro, a incorporação da mídia como uma variável importante para as análises da decisão do voto, feitas pelos cientistas políticos, daria a devida relevância ao mecanismo de disseminação de informações mais importante da cena política contemporânea.


Biografía del autor/a

Pedro Santos Mundim, UFMG

Doutor em Ciência Política pelo IUPERJ (2010), Mestre em Comunicação Social pela UFMG (2004) e Bacharel em Jornalismo pela PUC-MG (2001). Em 2009, foi Pesquisador Visitante do Roger Thayer Stone Center for Latin American Studies da Universidade de Tulane (EUA). Atualmente é Pesquisador de Pós-Doutorado junto ao Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública (EME) do Departamento de Comunicação Social da UFMG.

Publicado

2010-12-17

Número

Sección

Artigos