JUSTIÇA TERRITORIAL E SUBALTERNIDADE: O RACISMO ESTRUTURAL COMO HERANÇA COLONIAL NAS COMARCAS DO AMAZONAS
Resumen
Este artigo analisa o racismo estrutural no sistema de justiça do Amazonas, sob a ótica da justiça territorial e da subalternidade, destacando a herança colonial e a política de drogas como vetores de seletividade penal. O objetivo é evidenciar como práticas jurídicas e a ausência de ações afirmativas no sistema de justiça reforçam desigualdades raciais, legitimando o encarceramento em massa de populações negras e tradicionais. A pesquisa adota o método hipotético-dedutivo com abordagem qualitativa, fundamentada em análise bibliográfica, documental e dados oficiais (INFOPEN, SEA, CNJ), os resultados indicam a permanência de um padrão de criminalização seletiva que opera via necropolítica no contexto amazônico, afetando a trajetória de vida e o acesso a direitos fundamentais. Conclui-se que a superação desse cenário exige a descolonização do saber jurídico e o fortalecimento de políticas públicas antirracistas, com ênfase em ações afirmativas que democratizem o ensino superior e a composição dos tribunais. Recomenda-se a implementação de medidas de reparação histórica e a revisão da lei de drogas como caminhos para a garantia de uma justiça equitativa e territorialmente inclusiva.
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Derechos de autor 2026 Jose Joaquim ZANDAMELA, Dorinethe dos Santos BENTES, Mônica Nazaré Picanço DIAS

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