MOBILIDADE URBANA E SEGMENTAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO EM TERESINA
IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE
Résumé
A mobilidade urbana tem assumido crescente relevância nos estudos sobre cidades, trabalho e desigualdades sociais. O transporte coletivo desempenha papel fundamental ao viabilizar o acesso da população ao emprego, aos serviços públicos e aos demais espaços urbanos. Limitações de acessibilidade, longos tempos de deslocamento e a precariedade dos sistemas de transporte podem restringir as oportunidades ocupacionais de determinados grupos sociais, contribuindo para a reprodução das desigualdades socioespaciais. Este artigo busca responder à seguinte questão: de que maneira as condições de mobilidade urbana, mediadas pelo transporte coletivo, contribuem para a segmentação do mercado de trabalho e dificultam a formação de uma consciência de classe entre os trabalhadores? O objetivo geral consiste em analisar a relação entre mobilidade urbana, segmentação do mercado de trabalho e seus desdobramentos na formação da consciência de classe. Especificamente, busca-se examinar o papel da mobilidade urbana no acesso ao trabalho, compreender os mecanismos que estruturam a segmentação laboral e investigar como a fragmentação das condições de inserção ocupacional interfere na construção de uma consciência de classe. Parte-se da hipótese de que as limitações de mobilidade reforçam desigualdades ocupacionais, ampliam a segmentação do mercado de trabalho e dificultam a construção de vínculos coletivos entre os trabalhadores.
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© José Edson da Silva BARRINHA, Raimundo Lenilde de ARAUJO 2026

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