Aplicação de Sensoriamento Remoto para a Identificação das Ilhas de Calor Urbanas e Avaliação do Conforto Térmico Humano nas Capitais dos Estados do Sul do Brasil

Jessica Israele de Medeiros, Claudia Guimarães Camargo Campos, Rodrigo Morche de Jesus

Resumo


Os constantes processos de substituição de áreas verdes por áreas impermeabilizadas e edificadas tendem a modificar as temperaturas locais e alterar os microclimas. Como consequência, pode-se observar a ocorrência do fenômeno Ilhas de Calor (IC). O objetivo deste trabalho foi identificar a presença de ilhas de calor e avaliar o grau de desconforto térmico nas capitais dos estados da região sul do Brasil: Curitiba (PR), Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS). Utilizou-se imagens de sensoriamento remoto, dos satélites Landsat 5 e 8, como ferramenta para evidenciar tal fenômeno. Com base em ferramentas do geoprocessamento foi possível congregar camadas de informações, tais como: um mapeamento da ocupação urbana, da Temperatura da Superfície e da sensação térmica através do Índice de Desconforto de Kawamura. Curitiba apresentou uma melhor representatividade da urbanização e do aumento das IC, sendo que a maioria da sua extensão foi classificada como estresse devido ao calor. Florianópolis teve uma maior dimensão que foi classificada como confortável; com estresse e desconforto nas áreas mais circundantes, que correspondem aos locais mais frequentados pela população. Em Porto Alegre, na região que fica mais ao sul, houve um aumento na urbanização e uma redução nas áreas classificadas como confortáveis, principalmente nos quatro últimos anos analisados. Constatou-se que o sensoriamento remoto é uma importante fonte de dados e contribui para uma análise do clima urbano. Contudo, para uma melhor avaliação da evolução é recomendado uma ampliação da série histórica. Desta forma, ressalta-se que estudos como esse devem ser realizados também em outras regiões e municípios, para servir de subsídio para um melhor planejamento e para a adoção de diretrizes como planos de arborização.



DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v13.07.p%25p

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Revista Brasileira de Geografia Física - ISSN: 1984-2295

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