Proposta de Áreas Prioritárias para Implantação de Brigadas de Incêndio Florestal do IBAMA No Piauí
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.6.p3042-3058Palavras-chave:
incêndios florestais, focos de calor, sensoriamento remoto, sistema de informações geográficas, mapa de kernelResumo
O uso do fogo como ferramenta de preparação de terras para pasto ou lavoura causa impactos econômicos, sociais e ambientais relevantes. Assim, este trabalho dedicou-se a identificar áreas prioritárias para implantação de Brigadas Federais de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, por meio da utilização de dados geoespaciais, a fim de subsidiar o IBAMA do estado do Piauí. Para isso, focos de calor ocorridos no Piauí entre 2018 e 2022, cujo atributo Risco de Fogo variasse entre 50% e 100%, foram utilizados para cálculos de densidade, através de mapas de kernel que, após relacionados a geodados de áreas de competência federal e interesse nacional, indicaram as regiões potenciais com maior propensão a ocorrência de incêndios. Demonstrou-se que as regiões do MATOPIBA e da zona de transição entre os biomas Cerrado e Caatinga acumulavam maior densidade de focos de calor, sendo que 50% de todos os focos da série histórica ocorreram em 20 municípios inseridos nessas áreas. Foi comprovado que as áreas de especial preservação exercem influência positiva na prevenção de incêndios, enquanto áreas de assentamentos agrários e de propriedades privadas apresentaram alto índice de focos, indicando a prevalência da cultura do fogo no campo. Dessa forma, o uso de focos de calor como indicador para reconhecimento de áreas prioritárias mostra-se efetivo para subsidiar o poder público quanto à otimização de seus recursos, cada vez mais escassos.Downloads
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