Influência da Variabildade Climática nos Eventos Extremos de Precipitação em Sergipe
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.03.p1157-1165Palabras clave:
eventos extremos, vulnerabilidade climática, influência oceânicaResumen
A frequência de eventos extremos de precipitação tem apresentado uma tendência de crescimento nas últimas décadas, com impactos diretos na ocorrência de desastres naturais no Nordeste Brasileiro (NEB). Este estudo objetiva analisar a influência da variabilidade oceânica sobre os extremos de chuva no Estado de Sergipe, utilizando uma série temporal de 20 anos (1998-2017). Utilizaram-se dados do produto TRMM 3B43 e índices de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) para correlacionar a frequência de eventos acima do percentil 95 (P95). Os resultados indicam que o índice Nino 3.4 exerce a influência mais significativa (R > 0,72), modulando a severidade das secas e o volume dos episódios extremos, especialmente na região do Sertão. Observou-se que anos de El Niño forte reduziram a frequência de extremos em até 40% no semiárido, enquanto a La Niña potenciou eventos convectivos no Litoral. Conclui-se que a monitorização dos estados oceânicos é fundamental para a gestão de riscos hídricos e para o planeamento estratégico da defesa civil estadual.
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