Autonomia, risco e sexualidade. A humanização do parto como possibilidade de redefinições descoloniais acerca da noção de sujeito.

Camila Pimentel, Laís Rodrigues, Elaine Müller, Mariana Portella

Resumo


Este texto apresenta uma discussão teórica sobre a assunção da parturiente como sujeito ativo e protagonista de sua experiência, tendo em vista tanto as problematizações levantadas pelo movimento de humanização do parto sobre as noções de risco, sexualidade e autonomia quanto pela perspectiva pós-colonial. A hegemonia do conhecimento médico em relação a assistência ao parto reforçou uma lógica colonial e produtivista, que tem como marco orientador a intervenção sobre o corpo feminino. Em contraposição a este processo, surgiu o movimento pela humanização do parto e do nascimento reivindicando o reconhecimento do corpo feminino como capaz de gestar e parir. Neste sentido a autonomia da mulher quanto às escolhas na gestação e parto é reiterada. Essa nova tessitura da experiência de parturição aponta para redefinições descoloniais do ser.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 REALIS | Revista de Estudos AntiUtilitaristas e PosColoniais - ISSN: 2179-7501



Creative Commons CC Atribuição Não comercial, sem derivação 4.0.