Solidariedade na pandemia: das redes para as ruas
DOI :
https://doi.org/10.51359/2179-7501.2020.247879Mots-clés :
dádiva, covid-19, pandemia, solidariedadeRésumé
A crise provocada pelo novo coronavírus constitui um fenômeno global que tem mobilizado instituições locais, nacionais e internacionais. No cenário local, organizações realizam ações de solidariedade para mitigar os efeitos sociais decorrentes da pandemia. Populações vulnerabilizadas, como as de rua, se encontram em condições tão insalubres que tornam impossível a realização os cuidados sanitários de prevenção à Covid-19. Esse sofrimento tem despertado o sentimento de solidariedade que se transformou em ações de ajuda coletiva. Um dos destaques é o Coletivo “Unificados Pela População em Situação de Rua”, que atua na Região Metropolitana do Recife. Numa sociedade em que as transformações sociais na contemporaneidade deixaram em segundo plano o vínculo social, valorizando a racionalidade utilitarista, a noção de solidariedade contrasta com a hegemonia da doutrina neoliberal. Para lançar luz para a importância da solidariedade na formação dos laços sociais diante da pandemia, faz-se necessário o aporte do pensamento antiutilitarista e do paradigma da dádiva.
Références
BAUMAN Z.(1994).Amor líquido: sobre a fragilidade das relações humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
BERGER, P.; LUCKMANN, T. (1993). A construção social da realidade.Petrópolis, RJ: Vozes.
BERCITO, Diogo. (2020). Pandemia democratizou o poder de matar, diz autor da teoria da ‘necropolítica’. Folha de São Paulo, 2020. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/03/pandemia-democratizou-poder-de-matar-diz-autor-da-teoria-da-necropolitica.shtml Acesso em 28.07.2020
CAILLÉ, A. Antropologia do dom: o terceiro paradigma. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
CAILLÉ, A. O princípio de razão, o utilitarismo e o antiutilitarismo.Soc. estado. Brasília ,v. 16,n. 1-2,p. 26-56,Dezembro. 2001. Disponível em: https://www.scielo.br/j/se/a/YqJMsKrW3rvZxVQPP9YtBtc/?lang=pt
CAILLÉ, A. (2006). O dom entre o interesse e o desinteressamento. In: MARTINS, P.H.; CAMPOS, R.B.C. (Orgs.) Polifonia do dom.Recife: Editora da UFPE, 2006.
CAILLÉA.;CHANIAL,P.(2016).“Au commencement était la relation... Mais après?“,Revue du MAUSS, 2016/1 (n° 47), p. 5-25. Disponível em: https://www.cairn.info/revue-du-mauss-2016-1-page-5.htm.Acesso em: 20 Jul.2020.
COLLINS, R.(2009). Quatro tradições sociológicas. Petrópolis: Vozes.
DURKHEIM, E. (2008). Da divisão do trabalho social. 3ª ed.São Paulo: Martins Fontes. Coleção Tópicos.
ELIAS, N. (1994). A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
ESTÉVEZ, A.(2018).Biopolítica y necropolítica:¿ constitutivos u opuestos?. Espiral (Guadalajara), v. 25, n. 73, p. 9-43.
GIDDENS, A. (1991. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora da Unesp; 1991.
GRAEBER D.(2002).Marcel Mauss e oM.A.U.S.S. In: Martins PH, organizador. Adádiva entre os modernos: discussão sobre os fundamentos e as regras do social. Petrópolis: Ed. Vozes. p.19-29.
LÉVI-STRAUSS C. (2008). Introdução à obra de Marcel Mauss. In: Mauss M.Ensaio sobre a Dádiva. Lisboa:Edições 70. p. 7-47.
MARTINS, P. H. (2017). A dádiva e o terceiro paradigma nas ciências sociais: as contribuições antiutilitaristas de Alain Caillé.Sociologias, Porto Alegre,v. 19,n. 44,p.162-196, 2017 Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222017000100162&lng=en&nrm=iso>. Acesso em:09 Jul.2020.
MAUSS, M. (2008). Ensaio sobre a dádiva. Lisboa: Edições 70, 2008.
MAUSS, M. (1979). A expressão obrigatória dos sentimentos.In: Mauss, M. São Paulo: Ática[1921] p. 147-53. (Grandes cientistas sociais, 11).
MBEMBE, A. (2018). Necropolítica. 3. ed. São Paulo: n-1 edições, 2018. 80 p.
VIEIRA AB, FURINI LA, NUNES M, LIBÓRIO RMC.(2010).Exclusão social: a formação de um conceito. In: Mellazzo ES, Guimarães RB, organizadores. Exclusão social em cidades brasileiras: um desafio para as políticas públicas. São Paulo: Unesp; 2010. p. 33-58
Téléchargements
Publié-e
Numéro
Rubrique
Licence
© Revista de Estudos AntiUtilitaristas e PosColoniais 2020

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale - Pas de Modification 4.0 International.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com o intuito de manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;
As opiniões emitidas pelos autores são de sua exclusiva responsabilidade
Os direitos autores para artigos publicadoss nesta são dos autores, com direitos de primeira publicação para a REALIS. Todos o contéudo da revista, com exceção de caos especificamente declarados, é licenciado sob licença Creative Commons CC Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional. Devido à política de acesso aberto da Revista, todos os artigos são gratuitos e livres para uso, com atribuição apropriada, para fins educacionais e não-comerciais.