Ontologia e meio ambiente: questões éticas e ecológicas sobre filosofia e colonialismo

Autori

DOI:

https://doi.org/10.51359/2179-7501.2023.258646

Parole chiave:

filosofia moderna;, colonialismo, natureza, humanidade, pensamento indígena brasileiro

Abstract

O presente artigo apresenta e problematiza diferentes ontologias e epistemologias construídas por povos e culturas diferentes, se propondo a uma comparação entre elas no tocante a questões éticas e ecológicas contemporâneas à luz da história do colonialismo. Iniciamos com a análise da ontologia cartesiana, apresentada no argumento do Cogito. A crítica ao pensamento da modernidade europeia será feita a com o aporte dos filósofos Enrique Dussel e Ramón Grosfoguel, na linha de pensamento conhecida como decolonial. O ecólogo ocidental Odum também será mobilizado para pensar as bases ontológicas de uma ecologia contemporânea em oposição à modernidade. Por fim, trabalharemos pensamentos não ocidentais a partir Ailton Krenak e Davi Kopenawa, que trarão definições de vida, humanidade e natureza muito diferentes em relação às definições ocidentais, sejam essas filosóficas ou científicas.

Biografia autore

Gustavo Arantes Camargo, Universidade Federal do Rio de Janeiro; Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM)

Doutro em Filosofia (PUC-Rio)

Professor Associaddo do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Membro do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação (PPG-CiAC)

Riferimenti bibliografici

CHÂTELET, François. (1994). Uma história da razão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Tradução Lucy Magalhães. 1ª e.

DESCARTES, René. (1996). Discurso do método. São Paulo: Martins Fontes. Tradução Maria Ermantina Galvão. 2.ª ed.

DESCARTES, René. (2000). Meditações metafísicas. São Paulo: Martins Fontes. Tradução Maria Ermantina Galvão. 1.ª ed.

DUSSEL, Enrique. (2009). Meditações anti-cartesianas sobre o discurso anti-filosófico da modernidade. In: Santos, Boaventura de Sousa e Meneses, Maria Paula (orgs.) Epistemologias do sul. Coimbra: Edições Almedina, págs. 283-336. 1.ª ed.

FREDERICI, Silvia. (2017). Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Coletivo Sincorax. São Paulo.

GROSFOGUEL, Ramon.(2016). A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Revista Sociedade e Estado, 31(1), págs. 25-49. Consultado a 03.07.2020, em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922016000100025

KRENAK, Ailton. (1992). Antes, o mundo não existia In: NOVAES, A. (ORG.) Tempo e História. São Paulo: Companhia das letras, págs. 201-204. 1.ª ed.

KRENAK, Ailton. (2019). Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das letras. 1.ª ed.

KOPENAWA, Davi e ALBERT, Bruce. (2016). A queda do céu. São Paulo: Companhia das Letras. Tradução Beatriz Perrone-Moisés. 1.ª ed.

LATOUR, Bruno. (1994). Jamais fomos modernos. Rio de Janeiro: Editora 34. Tradução Carlos Irineu da Costa. 1.ª ed.

MALDONADO-TORRES, Nelson. (2009). A topologia do ser e a geopolítica do conhecimento: modernidade, império e colonialidade. In: SANTOSs, B. de S. e MENEZES, Maria Paula (orgs.) Epistemologias do sul. Coimbra: Edições Almedina, págs. 337-383. 1.ª ed.

ODUM, Eugene. (2001). Fundamentos de ecologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Tradução António Manuel de Azevedo Gomes. 6.ª ed.

REALI, Giovanni e ANTISERI, Dario. (2005). História da filosofia: do humanismo a Descartes, Vol. 3. São Paulo: Paulus. Tradução Ivo Storniolo. 2.ª ed.

Pubblicato

2023-12-28

Fascicolo

Sezione

Artigos