A Experiência da modernidade e o patrimônio cultural

Sandra Martins

Resumo


Neste texto pretende-se refletir sobre o processo de constituição da noção de patrimônio cultural no mundo a partir de meados do século XVIII e no Brasil a partir dos anos de 1930, tendo como pano de fundo, tanto em termos mundiais quanto em termos nacionais, a modernidade. Trata-se de uma tentativa de fazer aproximações com as idéias de Georg Simmel e Walter Benjamin, enquanto pensadores sobre as transformações que a modernidade trouxe em relação à vida nas metrópoles, e a perspectiva preservacionista adotada desde os primórdios das políticas voltadas para a salvaguarda do patrimônio cultural que, também, como outras políticas de preservação, é fruto das transformações que a modernidade promove.

 

Palavras chave: modernidade, patrimônio cultural, políticas preservacionistas.


Texto completo:

PDF

Referências


BENJAMIN, Walter. 1985. A Obra de Arte na era de sua Reprodutibilidade Técnica. In Benjamin, Walter. Obras Escolhidas. São Paulo: Editora Brasiliense.

BENJAMIN, Walter. 1985b. Experiência e Pobreza. In Benjamin, Walter. Obras Escolhidas. São Paulo: Editora Brasiliense.

BENJAMIN, Walter. 1985c. O narrador. In Benjamin, Walter. Obras Escolhidas. São Paulo: Editora Brasiliense.

BENJAMIN, Walter. 1985d. Sobre Alguns Temas em Baudelaire. In Benjamin, Walter. Obras Escolhidas. São Paulo: Editora Brasiliense.

BERGMAN, M. 1986. Tudo o que é sólido desmancha no ar. In Marx: Modernismo e Modernização. São Paulo: Editora Cia. das Letras.

CASTRIOTA, Leonardo B. 1999. Alternativas Contemporâneas para Políticas de Preservação. Topos - Revista de Arquitetura e Urbanismo, Belo Horizonte Jul./Dez, v.1, nº1:134-138.

CHOAY, Françoise. 2001. A Alegoria do Patrimônio. São Paulo: Editora UNESP.

FONSECA, Maria Cecília L. 2003. Para Além da Pedra e Cal. In ABREU, R. & CHAGAS, M. (org.). Memória e Patrimônio: Ensaios Contemporâneos. Rio de Janeiro: DP&A Editora.

GIDDENS, Antony. 1991. As Conseqüências da Modernidade. São Paulo: Editora UNESP.

GONÇALVES, José Reginaldo Santos. 2002. A Retórica da Perda: os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: Editora UFRJ.

GONÇALVES, José Reginaldo Santos. 2007. Teorias Antropológicas e Objetos Materiais. In GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Antropologia dos Objetos: coleções, museus e patrimônios. Coleção Museu – Memória e Cidadania. Rio de Janeiro: IPHAN.

HARDMAN, F. 1988. O Trem Fantasma - A modernidade na Selva - Prólogo e Capítulos 1, 2, 3. São Paulo: Editora Cia. das Letras.

LARAIA, R. Barros. 1999. Cultura – Um Conceito Antropológico. 12ª Edição. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.

SANTOS, Cecília R. Dos. 2001. Novas Fronteiras e Novos Pactos Para o Patrimônio Cultural. Revista São Paulo em Perspectiva. São Paulo, Abr./Jun, v.15, n.2: 43-48.

SIMMEL, Georg. 1983. A Metrópole e a Vida Mental. In VELHO, Otávio G. (org.) Simmel. São Paulo: Editora Ática.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.