TRANSVERSALIDADE, GÊNERO E INTERSECCIONALIDADE: Notas iniciais sobre a prática de formação de feministas

Russell Parry Scott

Resumo


a década de 1970 resolvi descrever atividades produtivas e reprodutivas de
famílias de trabalhadores rurais na Zona da Mata em Pernambuco e de classes populares
na Região Metropolitana do Recife. Além de exigir uma descrição da organização social
das famílias e das atividades cotidianas de homens e mulheres e crianças e adultos, eu
entendia que quando alguém é criado por uma família, os custos desta criação se
dividem entre os integrantes da família, e que muitas vezes grande parte dos recursos
que contribuíam para esta criação não vinham diretamente de algum salário pago por
um empregador, por um patrão. Então quando um jovem, ou mesmo outra pessoa da
família, migrava para ganhar a vida em outro local, ele (ou ela) era “produzido(a)” por
alguma coisa própria disponível à família, além do dinheiro de salários e serviços pagos
monetariamente. Ou seja, o necessário para criar um trabalhador migrante que ia para
São Paulo e no Rio proveniente do Nordeste não provinha inteiramente de despesas
diretas, nem do Nordeste, e muito menos dos empregadores nos lugares de destino. Era
de outras atividades realizadas sobretudo pelo grupo familiar.

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