Interdições alimentares, sacralidade animal e esfera pública contracultural: Uma etnografia da eticidade e dos regimes de moralidade nas práticas alimentares dos Okupas

Andressa Lídicy Morais Lima

Resumo


O presente artigo pretende desenvolver uma abordagem antropológica sobre as práticas alimentares de grupos Okupas no Brasil. Para isso, farei uso de dados etnográficos coletados em pesquisas realizadas por mim com quatro experiências Okupas entre 2005 e 2012, nas cidades de Natal-RN, Porto Alegre-RS, Rio de Janeiro-RJ e Fortaleza-CE. Retomarei os dados etnográficos a fim de, no presente, analisar o conteúdo simbólico dos regimes de práticas alimentares, informada teoricamente pela literatura da Antropologia da Moral e da Alimentação. O artigo se concentra na relação entre comida e engajamento político, problematização ética da relação entre seres humanos e animais, enfatizando as diferentes dimensões que emergem durante a pesquisa (política, estética, moral e ritual). Investigarei o pano de fundo moral da “dietética” presente nas práticas alimentares Okupas e problematizarei em que medida a relação (prática e simbólica) com os alimentos pode informar a respeito de um modo de ser, pensar e agir “humano” diferenciado do que os coletivos Okupas entendem como agente da “cultura dominante” ou, noutros termos, a produção social de uma “subjetividade contracultural”. Desse modo, o artigo irá se deter na análise dos sentidos de justiça e do pano de fundo moral das práticas de regime alimentar entre esses interlocutores.

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