Ambiência, estigmas e hegemonia cultural na marginalização do comércio de rua na cidade do Rio de Janeiro

Vítor Henrique Guimarães Lima

Resumo


O comerciante de rua é tido por muitos acadêmicos como ocupante de um subemprego comum em países do Terceiro Mundo decorrente de uma má distribuição da renda, da insuficiência de oferta de empregos, da busca pela modernização – ou seja, é ocupante de um cargo que é consequência da crise urbana. Entretanto, o comércio de rua na cidade do Rio de Janeiro tem origem que remonta ainda à época de escravidão e isso interfere diretamente em como a sociedade e o governo leem e lidam com esse tipo de trabalhador. Há setores e conceitos da Antropologia e da Geografia Cultural que podem nos ajudar a compreender como a imagem de “desviante” e “desordeiro” do comerciante de rua – hoje popularmente conhecido como “camelô” – foi construída ao longo do tempo e de como esse processo está intimamente ligado a uma hegemonia cultural que dita o que pode ou não fazer parte da cultura de uma cidade. Palavras-chave: mercado de rua, estigmas, cultura urbana.


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