Xukuru de Ororubá e Fuln-Ô de Águas Belas - Saberes e tradições interrompidos pela Covid-19

Janine Ribeiro de Mendonça

Resumo


Mais de 120 dias se passaram desde que o Brasil se viu obrigado ao isolamento social, entendo a realização apenas atividades extremamente essenciais. O que começou com uma restrição de eventos com mais de 500 pessoas caminhou para a tentativa de um isolamento mais rigoroso. Na capital um dos ciclos festivos mais esperados, o São João, foi suspenso.  Profissionais de saúde na linha de frente, supermercados e restaurantes tiveram que se adaptar a uma nova realidade a fim de refrear minimamente o contágio da covid-19. Os modos de vida dos grandes centros urbanos desaceleraram, e talvez, em busca de uma quietude num ambiente mais apropriado as pessoas disseminaram o vírus em localidades do interior, ocorrendo inclusive a contaminação e mortes entre os povos indígenas.  Nessa entrevista o pesquisador da história indígena Edson Silva, Professor Titular no Colégio de Aplicação/CENTRO DE EDUCAÇÃO-UFPE, discorreu entre outros assuntos sobre o enfrentamento ao coronavirus entre os indígenas, citando os impactos físicos,políticos e simbólicos para os Xukuru do Ororubá habitantes em Pesqueira e Poção, e os Fulni-ô em Águas Belas, no Agreste de Pernambuco.


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