Um Rio e Suas Histórias: Por uma epistemologia das memórias e identidades esquecidas e branqueadas
Résumé
Este artigo problematiza os processos de construção do conhecimento sobre lugares a partir das histórias que os mesmos comportam. É baseado na reflexão sobre os modos de como a colonização tem influenciado as memórias individuais e coletivas das populações, em particular dos povos não europeus. O esquecimento e de ‘branqueamento’, são frutos da substituição de modos de pensar embasados por ethos locais – dos não brancos –, por um pensamento ocidentalizado – dos brancos –, que faz com que os povos (não brancos) se separem de suas histórias. Essas discrepâncias, aparecem na análise realizada no distrito de Marromeu, província de Sofala, em Moçambique, realidade na qual apesar dos testemunhos, orais e escritos, serem pensamentos humanos, dos que narram os fatos a partir de próprias experiências, constatou-se à existência de distanciamentos entre as informações e, particularmente, diferenças de pesos de validade e oficialidade que se atribuem as fontes quanto a origem e nomeação dos lugares.
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