Recolocar-se na memória, reinscrever-se na temporalidade: identificação de si enquanto negra como eventualidade
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-5223.2021.247514Keywords:
Identification, Race Relations, Memory, Temporality, EventAbstract
Being black as a political affirmation of a body is not something innate for those who live the experience of being seen as such, but part of an identification process coated with intentionality that aims at a nonsubordinate existence. Our objective in this article is to understand how the typification of oneself as black, from the event of attributing this identification, establishes a new temporality in the lived experience of black women, implying in different ways of typifying the world of life in the previous temporalities and after the event. We use the ethnographic methodology of phenomenological approach to reach the structures present in the consciousness of black women interlocutors in this research, since consciousness comprises sensory and non-sensory aspects, such as emotion, thought and memory.
References
BRAH, Avtar. 2006. “Diferença, diversidade, diferenciação”. Cadernos Pagu, 26(1):329-376.
CÂMARA, Flávia. 2017. Mulheres negras amazônidas frente à cidade morena: o lugar da psicologia, os territórios de resistência. Dissertação de Mestrado. Belém: UFPA.
COLLINS, Patrícia. 2019. Pensamento Feminista Negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo.
DASTUR, Françoise. 2000. “Waiting and Surprise”. Hypatia: Contemporary French Women Philosophers, 15(4):178-189.
FANON, Frantz. 2008. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA.
GOMES, Nilma. 2017. O Movimento Negro Educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Rio de Janeiro: Vozes.
ISMAEL, Jenann. 2010. “Temporal Experience”. In ZAHAVI, D. (ed.): The Oxford Handbook of Contemporary Phenomenology, pp. 460-482. Oxford: Oxford University Press.
KILOMBA, Grada. 2019. Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó.
MALDONATO, Mauro. 2005. “Arquipélago identidade. O declínio do sujeito autocêntrico e o nascimento do eu múltiplo”. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, 8(3):480-496.
MBEMBE, Achille. 2018a. Crítica da Razão Negra. São Paulo: n-1 edições.
MBEMBE, Achille. 2018b. Necropolítica: Biopoder, soberania, estado de exceção, política de morte. São Paulo: n-1 edições.
NOGUERA, Renato. 2018. “Dos condenados da terra à necropolítica: diálogos entre Frantz Fanon e Achille Mbembe”. Revista Latinoamericana do Colégio Internacional de Filosofia, 3:59-73.
PETRUCCELLI, José L. 2000. A Cor denominada: um estudo do suplemento da PME de julho/98. Rio de Janeiro: IBGE/ Departamento de População e Indicadores Sociais.
SCHÜTZ, Alfred. 2012. Sobre Fenomenologia e Relações Sociais. Petrópolis, RJ: Vozes.
SOUZA, Neusa.1983.Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Edições Graal.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2021 Tainara Lúcia Pinheiro, Carmem Izabel Rodrigues

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Direitos Autorais para textos publicados na Revista ANTHROPOLÓGICAS são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista.
Authors retain the copyright and full publishing rights without restrictions.