A deficiência visual para os adolescentes: o olhar da enfermeira

Autores

  • Laura Emmanuela Lima Costa UFBA
  • Marinalva Dias Quirino Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v8i9a10033p3118-3126-2014

Palavras-chave:

Deficiência visual, Adolescência, Enfermagem.

Resumo

RESUMO

Objetivo: analisar o significado da deficiência visual para os adolescentes. Método: estudo qualitativo, descritivo com base metodológica na História Oral. Os sujeitos foram 16 adolescentes de uma instituição especializada de Salvador/BA, entre os 12 aos 18 anos, cujos dados foram produzidos pela entrevista semiestruturada e analisados pela Técnica de Análise de conteúdo. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, protocolo 249798. Resultados: os adolescentes com deficiência visual enfrentam a superproteção dos pais, discriminação, violência, dificuldades de aprendizado e locomoção, situações inadequadas e precárias na assistência à saúde, na inclusão escolar e social. Apresentam-se à Enfermagem novas funções na prevenção e detecção de problemas oculares. Conclusão: o trabalho com o corpo das pessoas com deficiência visual inclui o alargamento das funções da puericultura. Questiona-se a formação dos enfermeiros como um ponto frágil que dificulta o futuro desses profissionais no atendimento às pessoas com deficiência visual. Descritores: Deficiência Visual; Adolescência; Enfermagem.

ABSTRACT

Objective: to analyze the meaning of the visual impairment for adolescents. Method: qualitative, descriptive study based on Oral History methodology. The subjects were 16 adolescents, of a specialized institution of Salvador/BA, between 12 to 18 years old, whose data were produced by semi-structured interview and analyzed by the technique of content Analysis. The research project has been approved by the Ethics Committee in Research, protocol 249798. Results: visual impairment adolescents face parental overprotection, discrimination, violence, difficulties in learning and locomotion, inadequate and precarious situations in healthcare, school and social inclusion. New functions in the prevention and detection of eye problems are presented to Nursing. Conclusion: the work with people with visual impairment includes the extension of childcare functions. It is questioned the training of nurses as a weak spot which complicates the future of these professionals in attendance to people with visual impairments. Descriptors: Visual Impairment; Adolescence; Nursing.

RESUMEN

Objetivo: analizar el significado de la deficiencia visual para los adolescentes. Método: estudio cualitativo, descriptivo con base metodológica en la Historia Oral. Los sujetos fueron 16 adolescentes, de una institución especializada de Salvador/BA, entre los 12 a los 18 años, cuyos datos fueron producidos por la entrevista semiestructurada y analizados por la Técnica de Análisis de contenido. El proyecto de investigación fue aprobado por el Comité de Ética em Investigación, protocolo 249798. Resultados: los adolescentes con deficiencia visual enfrentan la superprotección de los padres, discriminación, violencia, dificultades de aprendizaje y locomoción, situaciones inadecuadas y precarias en la asistencia a la salud, en la inclusión escolar y social. Se presentan a la Enfermería nuevas funciones en la prevención y detección de problemas oculares. Conclusión: el trabajo con el cuerpo de las personas con deficiencia visual incluye el ensanchamiento de las funciones de la puericultura. Se cuestiona la formación de los enfermeros como un punto frágil que dificulta el futuro de esos profesionales en el atendimiento a las personas con deficiencia visual. Descriptores: Deficiencia Visual; Adolescencia; Enfermería.

Biografia do Autor

Laura Emmanuela Lima Costa, UFBA

Mestre em Enfermagem pela EEUFBA/2010. Professora Auxiliar da Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Ciências Humanas do Campus IV, Curso de Educação Física e Enfermeira do Governo do Estado da Bahia. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Saúde Coletiva e Planejamento em Saúde e no trabalho com movimentos populares (APAE, FORMACOOP/ASCOM). Líder do Grupo de Pesquisa GEFEL do Curso de Educação Física da UNEB/Campus IV. Atuando principalmente nos seguintes temas: Prevenção de Deficiências; Deficiência Visual, Imunização; Crescimento e Desenvolvimento Infanto-juvenil e Planejamento em Saúde.

Marinalva Dias Quirino, Universidade Federal da Bahia

ossui graduação em Enfermagem pela Escola de enfermagem(1968), especialização em Curso de Especialização Em Pediatria e Puericultur pela Escola Paulista de Medicina(1977), mestrado em Enfermagem pela Escola Paulista de Medicina(1989), doutorado em Enfermagem pela Escola Paulista de Medicina(1998) e aperfeicoamento em Habilitação Em Saúde Pública pela Escola de enfermagem(1969). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem Pediátrica. Atuando principalmente nos seguintes temas:Vacinação, educação em saúde. 

Publicado

08/14/2014

Como Citar

COSTA, Laura Emmanuela Lima; QUIRINO, Marinalva Dias. A deficiência visual para os adolescentes: o olhar da enfermeira. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 8, n. 9, p. 3118–3126, 2014. DOI: 10.5205/1981-8963-v8i9a10033p3118-3126-2014. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/10033. Acesso em: 21 jun. 2026.