A autoeficácia na amamentação e a prática profissional do enfermeiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i4a230736p1085-1090-2018

Palavras-chave:

Aleitamento materno, Autoeficácia, Enfermagem, Saúde materno-infantil

Resumo

RESUMO

Objetivo: refletir sobre a teoria da autoeficácia na amamentação e sua apropriação na prática do enfermeiro. Método: estudo qualitativo, descritivo, cuja coleta dos dados ocorreu a partir de uma revisão de literatura. Após a leitura ampliada e aprofundada sobre a temática, originaram-se duas categorias de reflexão. Resultados: a autoeficácia na amamentação compreende a confiança materna na habilidade para realizar essa prática com sucesso. Estudos demonstram a influência da autoeficácia na decisão, início e manutenção da amamentação. No entanto, esse conhecimento ainda é pouco acessível aos profissionais da saúde que não utilizam essa variável em suas ações junto às mulheres e seus filhos na promoção da amamentação. Conclusão: a reflexão a respeito da autoeficácia na amamentação permite identificar que essa teoria deve ser difundida na prática clínica dos enfermeiros. Evidencia-se a necessidade de que os enfermeiros estejam motivados e abertos para a efetiva utilização da variável autoeficácia materna na prática clínica para a promoção do aleitamento materno. Descritores: Aleitamento Materno; Autoeficácia; Enfermagem; Saúde Materno-Infantil; Enfermeiros; Papel Profissional.

ABSTRACT

Objective: to reflect on the theory of self-efficacy in breastfeeding and its appropriation in nurses' practice. Method: qualitative, descriptive study, whose data collection occurred from a literature review. After the extended and in-depth reading on the theme, two categories of reflection originated. Results: breastfeeding self-efficacy includes maternal confidence in the ability to successfully perform this practice. Studies demonstrate the influence of self-efficacy on the decision, initiation and maintenance of breastfeeding. However, this knowledge is still not very accessible to health professionals who do not use this variable in their actions with women and their children in promoting breastfeeding. Conclusion: the reflection about self-efficacy in breastfeeding allows to identify that this theory should be diffused in the clinical practice of nurses. The need for nurses to be motivated and open to the effective use of the variable maternal self-efficacy in clinical practice for the promotion of breastfeeding is evidenced. Descriptors: Breastfeeding; Self Efficacy; Nursing; Maternal and Child Health; Nurses; Professional Role.

RESUMEN

Objetivo: reflexionar sobre la teoría de la autoeficacia en la lactancia y su apropiación en la práctica del enfermero. Método: estudio cualitativo, descriptivo, la recolección de los datos ocurrió a partir de una revisión de literatura. Después de una lectura ampliada y profundizada sobre la temática se originaron dos categorías de reflexión. Resultados: la autoeficacia en la lactancia comprende la confianza materna en la habilidad para realizar esta práctica con éxito. Los estudios demuestran la influencia de la autoeficacia en la decisión, inicio y mantenimiento de la lactancia. Sin embargo, este conocimiento todavía es poco accesible a los profesionales de la salud, que no utilizan esta variable en sus acciones junto a las mujeres y sus hijos en la promoción de la lactancia. Conclusión: la reflexión acerca de la autoeficacia en la lactancia permite identificar que esa teoría debe ser difundida en la práctica clínica de los enfermeros. Se evidencia la necesidad de que los enfermeros estén motivados y abiertos para la efectiva utilización de la variable autoeficacia materna en la práctica clínica para la promoción de la lactancia materna. Descriptores: Lactancia Materna; Autoeficacia; Enfermeira; Salud Materno-Infantil;Enfermeros; Rol Profesional.

Biografia do Autor

Carolina Maria de Sá Guimarães, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP)

Enfermeira graduada pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (EERP/USP) (2003). Especialização em enfermagem obstétrica pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Consultora Internacional em Aleitamento Materno - IBCLC/USA Mestre em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP (2015). Doutoranda do Programa de Pós-graduação Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP (EERP/USP). Área temática de estudo e atuação profissional: saúde materno-infantil como foco no aleitamento materno.

Marina Cortez Pereira Bonelli, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP)

Doutoranda pelo Programa de Enfermagem em Saúde Pública na Escola de Enfermagem da USP - Ribeirão Preto. Mestre em Enfermagem pela UNIFAL-MG (2015). Graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL/MG (2011).. Especialista em Formação Pedagógica para Profissionais da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (2014). Pós-graduação Lato senso na modalidade Residência pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família - UNIFAL-MG (2012). Participou do Programa de Educação Tutorial da Secretaria de Ensino Superior - SESu (2009-2010), desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão. Atuação em pesquisa na área de saúde da mulher, atenção primária e saúde publica, desenvolvendo pesquisas, atividades de extensão e participação em congressos, jornadas e outros eventos científicos.

Raquel Germano Conde, Mestre em Saúde Pública pelo Programa de Pós-Graduação Enfermagem em Saúde Pública da EERP/USP, Ribeirão Preto, SP

Enfermeira graduada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (12/12/2013). Mestra em Ciências no Programa Enfermagem em Saúde Pública na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Membro integrante do Grupo de Pesquisa Enfermagem, Mulher e Saúde (GPEMS) do Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública da EERP-USP e vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq)

Flávia Azevedo Gomes-Sponholz, Professora associada da EERP/USP, Ribeirão Preto, SP, Brasil.

Possui Graduação em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo EERP-USP (1993), Mestrado em Enfermagem em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (1998), Especialização em Enfermagem Obstétrica pela EERP-USP, Doutorado em Enfermagem em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (2002) e Pós-doutorado pela University of Alberta Canadá (2007). Atualmente é Professora Associada junto ao Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da EERP-USP, Consultora ad hoc da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) e da FAPESP. Membro do Grupo de Pesquisa Enfermagem, Mulher e Saúde (cadastrado no diretório do CNPQ). Coordenadora do NALMA - Núcleo de Aleitamento Materno da EERP-USP. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem Obstétrica, atuando principalmente nos seguintes temas: morbidade e mortalidade materna, aleitamento materno e aspectos emocionais em obstetrícia.

Mônica Oliveira Batista Oriá, Professora Associada do Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade de Fortaleza (1998), Mestrado (2003) e Doutorado em Enfermagem (2008) pela Universidade Federal do Ceará e Pós-Doutorado pela University of Virginia (2008). Atualmente é Professor Associado I da Universidade Federal do Ceará. Possui 111 artigos publicados em periódicos especializados incluindo parcerias internacionais (Dra Cindy Lee Dennis, University of Toronto; Doris Glick, Richard Guerrant e Emma Mitchell, University of Virginia). É coordenadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Promoção da Saúde Sexual e Reprodutiva (NEPPSS), grupo certificado pelo CNPq. Formou 8 mestres e 2 doutores e tem mais 3 alunos de mestrado e 5 de doutorado em formação. Já aprovou 3 projetos financiados por órgãos de fomento à pesquisa (CNPq e FUNCAP). Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem de Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: construção de materiais educativos e protocolos clínicos, estudos metodológicos, validação de instrumentos, enfermagem, saúde sexual e reprodutiva e prevenção de câncer ginecológico.

Juliana Cristina dos Santos Monteiro, Professora Doutora da EERP/USP, Ribeirão Preto, SP, Brasil.

Possui graduação em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP (2001), Especialização em Enfermagem Obstétrica e Neonatológica - modalidade Residência pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP, Mestrado (2006) e Doutorado (2008) em Saúde Pública pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP. Realizou Pós-Doutorado na University of Alberta, Canadá (2015). Atualmente é professora doutora da Universidade de São Paulo. Membro do Grupo de Pesquisa Enfermagem, Mulher e Saúde (GPEMS). Membro do Núcleo de Aleitamento Materno (NALMA). Tem experiência na área de Enfermagem, Enfermagem Obstétrica e Saúde Pública com ênfase em Enfermagem Obstétrica, atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem obstétrica, saúde da mulher, violência contra a mulher, saúde materno-infantil e amamentação.

Publicado

04/04/2018

Como Citar

GUIMARÃES, Carolina Maria de Sá; BONELLI, Marina Cortez Pereira; CONDE, Raquel Germano; GOMES-SPONHOLZ, Flávia Azevedo; ORIÁ, Mônica Oliveira Batista; MONTEIRO, Juliana Cristina dos Santos. A autoeficácia na amamentação e a prática profissional do enfermeiro. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 12, n. 4, p. 1085–1090, 2018. DOI: 10.5205/1981-8963-v12i4a230736p1085-1090-2018. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/230736. Acesso em: 1 jul. 2026.

Edição

Seção

Análise reflexiva

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