BEM-ESTAR NO TRABALHO E A QUALIDADE DE VIDA: A REALIDADE DA EQUIPE DE ENFERMAGEM HOSPITALAR
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963.2023.252898Palavras-chave:
Enfermagem, Saúde do Trabalhador, Condições de Trabalho, Qualidade de Vida.Resumo
Objetivo: avaliar a QV da equipe de enfermagem atuante em um hospital universitário brasileiro e sua relação com o suporte organizacional percebido no trabalho. Método: estudo transversal, realizado em 2018 com 67 trabalhadores de enfermagem. A qualidade de vida foi avaliada por meio do instrumento WHOQOL-bref e o bem-estar foi avaliado pela escala suporte organizacional percebido (ESOP). Resultados: Se tratando da qualidade de vida, entre os técnicos de enfermagem o domínio relações sociais apresentou a maior média percepção de qualidade de vida e entre os enfermeiros o domínio físico apresentou a maior média de percepção de qualidade de vida. Se tratando do bem-estar relacionado ao suporte organizacional percebido, tanto os técnicos de enfermagem quanto os enfermeiros apresentaram os maiores escores na dimensão salário e os menores escores na dimensão ascensão, o que demonstra percepções semelhantes sobre o trabalho entre os dois grupos. Conclusão: sugere-se que sejam desenvolvidas inciativas de fortalecimento de ações de promoção à saúde no ambiente de trabalho hospitalar para que se possa gerenciar junto aos trabalhadores as suas expectativas e percepções sobre o suporte organizacional percebido.
Referências
REFERÊNCIAS
Yang S, et al. Psychological impact of COVID-19 on hospital workers in nursing care hospitals. Nursing open, 2020; 10(1):262-8. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/nop2.628. DOI: https://doi.org/10.1002/nop2.628
Silva AM, Guimarães LAM. Stress and Quality of Life in Nurses. Paidéia 2016; 26(63): 63-70. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1982-43272663201608. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-43272663201608
Raudenská J, et al. Occupational burnout syndrome and post-traumatic stress among healthcare professionals during the novel coronavirus disease 2019 (COVID-19) pandemic. Best practice & research. Clinical anaesthesiology, 2020; 34(3):553-560. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7367798/ DOI: https://doi.org/10.1016/j.bpa.2020.07.008
Elias EA, Souza IEO, Spíndola T, Simões SMF, Vieira LB. Modos de ser de profissionais de enfermagem em uma unidade de pronto-atendimento. Rev Enferm UERJ. 2016; 24(1):e11726. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/11726 DOI: https://doi.org/10.12957/reuerj.2016.11726
Whoqol Group. The development of the Word Health Organization quality of life assessment. In: Orley, J Kuyken, W. (Ed.). Quality of life assessment: international perspectives. Heidelberg: Springer, 1998. p. 41-60. Disponível em: https://www.who.int/mental_health/media/68.pdf
Fleck MPA, Louzada X. Aplicação da versão em português do instrumento abreviado de avaliação da qualidade de vida “WHOQOL-bref. Ciência & Saúde Coletiva.2000; 34(2):178-83. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232000000100004 DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-89102000000200012
Tamayo MR, Pinheiro FA, Tróccoli BT, Paz MGT. Construção e validação da escala de suporte organizacional percebido (ESOP) [Resumo]. Anais da Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Psicologia. 2000; p. 52. Brasília: Sociedade Brasileira de Psicologia.
Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Perfil da Enfermagem no Brasil: quadro resumos Distrito Federal. [Internet]. 2015. Available from: https://www.cofen.gov.br/perfilenfermagem/bloco4/quadro-resumo/centro-oeste/quadro%20resumo_df_bloco_4.pdf [ Links ]
Machado HM, Aguiar W Filho, Lacerda WF, Oliveira E, Lemos W, Wermelinger Monica, et al. Características gerais da Enfermagem: perfil sócio demográfico. Enferm Foco. 2016; 7:9-14. Disponível em: http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Caracter%C3%ADsticas-gerais-da-enfermagem-o-perfil-s%C3%B3cio-demogr%C3%A1fico.pdf DOI: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2016.v7.nESP.686
Gómez-Urquiza JL, Vargas C, De La Fuente EI, Fernández-Castillo R, Cañadas-De La Fuente GA. Age as a risk factor for burnout syndrome in nursing professionals: a meta -analytic study. Res Nurs Health. 2017;40(2):99-110. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/323202485_Relacion_entre_las_dimensiones_del_Sindrome_de_Burnout_y_la_satisfaccion_laboral_en_obstetras_de_un_hospital_del_cono_norte_de_Lima DOI: https://doi.org/10.1002/nur.21774
Oliveira ERA, Garcia AL, Gomes MJ, Bittar TO, Pereira AC. Gênero e qualidade de vida percebida: estudo com professores da área de saúde. Ciênc Saúde Coletiva. 2012 ;17(3):741-7. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232012000300021 DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232012000300021
Vidotti V, Martins JT, Galdino MJQ, Ribeiro RP, Robazzi ML do CC. Síndrome de burnout, estrés laboral y calidad de vida en trabajadores de enfermería. Enf Global. 2019;18(3):344-76. Disponível em: https://revistas.um.es/eglobal/article/view/325961 DOI: https://doi.org/10.6018/eglobal.18.3.325961
Soares JP, Barbosa TC, Silva BKR, Zica MM, da Silva Maciel E, Batello GVVA, et al. Qualidade de vida, estresse, nível de atividade física e cronotipo dos auxiliares/técnicos de enfermagem em unidades de pronto atendimento em Palmas/TO. Revista CPAQV [Internet]. 2017; 9(1). Disponível em: http://www.cpaqv.org/revista/CPAQV/ojs-2.3.7/index.php?journal=CPAQV&page=article&op=view&path%5B%5D=180
Oliveira R, Costa T, Santos V. Burnout syndrome in nursing: an integrative review. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online. 2013; 5(1): 3168-3175. Disponível em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/1409 DOI: https://doi.org/10.9789/2175-5361.2013.v5i1.3168-3175
Santana VS, Feitosa AG, Guedes LBA, Sales NBB. Qualidade de vida dos profissionais em ambiente hospitalar. Revista Pesquisa em Fisioterapia. 2014 abr; 4(1): 35-4. Disponível em: https://www5.bahiana.edu.br/index.php/fisioterapia/article/view/312 DOI: https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v4i1.312
Silva RM et al. Precarização do mercado de trabalho de auxiliares e técnicos de Enfermagem no Ceará, Brasil. Ciênc. saúde coletiva. 2020; 25( 1 ): 135-145. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232020000100135&script=sci_abstract&tlng=pt DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232020251.28902019
Silva FG et al. Predisposição para síndrome de Burnout na equipe de enfermagem do serviço de atendimento móvel de urgência. Enferm. Foco 2019; 10 (1): 40-5. 2019. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1028052 DOI: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2019.v10.n1.1600
Eisenberger R, Malone GP, Presson WD. Optimizing Perceived Organizational Supportto Enhance Employee Engagement. Society for Human Resource Management and Society for Industrial and Organizational Psychology. Bowling Green, OH, EUA; 2016. Disponível em: https://www.shrm.org/hr-today/trends-and-forecasting/special-reports-and-expert-views/Documents/SHRM-SIOP%20Perceived%20Organizational%20Support.pdf
Rodriguez Gazquez MA, Pineda Botero SA, Velez Yepes LF. Características del consumo de tabaco en estudiantes de enfermería de la Universidad de Antioquia (Colombia). Invest y Educ en Enfer. 2010; 28(3):370-383. Disponível em:
Costa ESM et al. A relação entre o suporte organizacional no trabalho e o risco para doenças crônicas não transmissíveis em um serviço de saúde. Rev Bras Med Trab. 2017;15(2):134-41. Disponível em: http://www.scielo.org.co/scielo.php?pid=S0120-53072010000300008&script=sci_abstract&tlng=es DOI: https://doi.org/10.5327/Z1679443520176046
Druck G. A terceirização na saúde pública: formas diversas de precarização do trabalho. Trabalho, Educação e Saúde. 2016; 14(Supl.1):15-43. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1981-77462016000400015&script=sci_abstract&tlng=pt DOI: https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00023
Rizzotto MLF. Editorial. Divulgação em Saúde para Debate. 2016; 56:4-5. DOI: https://doi.org/10.1590/0103-1104201610900
Fischer R, Ferreira MC, Assmar EML, Baris G, Berberoglu G, Dalyan, F, et al. Organization-al practices across cultures: An exploration in six cultural contexts. Intern Journal Cross Cult Manag. 2014; 14: 105-25. Disponível em: DOI: https://doi.org/10.1177/1470595813510644
Ruviaro MFS, Bardagi MP. Síndrome de burnout e satisfação no trabalho em profissionais da área de enfermagem do interior do RS. Barbarói. 2010; 33:194-216. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1470595813510644
Dessen MC, Paz MGT. Bem-Estar Pessoal nas Organizações: O Impacto de Configurações de Poder e Características de Personalidade. Psic Teor e Pesq. Brasília. 2010;26(3): 549-556. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722010000300018&script=sci_abstract&tlng=pt DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-37722010000300018
Loiola ESC, Alves HMC, Siqueira MMM. Relação entre percepção de justiça e bem-estar no trabalho em profissionais brasileiros. Rev Psic Saúde e Doenças. 2017; 18(1): 85-90. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/pdf/psd/v18n1/v18n1a07.pdf DOI: https://doi.org/10.15309/17psd180107
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Revista de Enfermagem UFPE on line

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Desde 2025, os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à Revista de Enfermagem UFPE on line - REUOL o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). A Revista de Enfermagem UFPE on line - REUOL permanece com os direitos autorais das obras publicadas nas edições de 2007 a 2024 e concede a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) a esse conteúdo, a fim de garantir o Acesso Aberto.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.



















