Biomarcadores imunohistoquímicos para lesões intraepiteliais escamosas de alto grau no colo uterino: revisão sistemática com metanálise
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963.2025.262675Palavras-chave:
Lesões intraepiteliais escamosas, Colo do útero, Biomarcadores, Imunohistoquímica, Revisão sistemáticaResumo
Objetivo: o objetivo deste estudo é encontrar os principais marcadores imunohistoquímicos para diferenciação de lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL) no colo uterino e analisar os diferentes métodos de interpretação. Método: trata-se de uma revisão sistemática com metanálise, com busca realizada em março de 2021 nas bases de dados Cochrane, Embase, Scopus e Web of Science. Os critérios de inclusão foram os artigos originais que descreveram biomarcadores imunohistoquímicos de HSIL na biópsia cervical, publicados entre 2000 e 2021. Resultados: os biomarcadores p16 e Ki-67 foram os mais estudados. Considerando os artigos que estudaram apenas p16 e/ou Ki-67, sete diferentes métodos tem sido descritos para interpretação imunohistoquímica para expressão de p16 e dois métodos para Ki-67. Conclusão: entre os métodos encontrados, a coloração nuclear ou citoplasmática por camadas do epitélio (sem coloração ou coloração focal= negativa; marcação difusa= positiva) apresenta-se como a mais significativa para a interpretação do biomarcador p16 (OR = 13.97; 95% Cl: 7.93 - 24,63%; Z = 9.12; p < 0.00001) e para o biomarcador Ki-67 (OR = 8.47; 95% Cl: 3.75 – 19.14%; Z = 5.13; p < 0.00001) em HSIL no colo uterino. Portanto, este é o método imunohistoquímico mais seguro para essa interpretação.
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